Manoel Corinthians
E onde será
em Bate-Papo da Torcida > A pergunta não é mais se haverá Intervenção judicial! É quando será...
Em resposta ao tópico:
Eu não consigo mais olhar para o que acontece no Corinthians e tratar isso como crise política normal.
O que existe hoje é uma implosão institucional comandada por um grupo de conselheiros que há anos confunde o Corinthians com extensão do Parque São Jorge, de seus acordos internos, vaidades pessoais e jogos de poder.
Expulsaram ex-presidentes, aceitaram renúncias, protocolaram pedidos contra presidente, vice-presidente e quem mais aparecer no caminho. Mas a pergunta que fica é simples: onde estavam esses mesmos conselheiros quando as dívidas explodiram, quando os contratos ruins foram assinados, quando o clube afundou financeiramente e quando a instituição foi sendo destruída por dentro?
Agora querem posar de guardiões da moralidade. Mas muitos desses conselheiros foram omissos, coniventes ou simplesmente convenientes demais durante anos. O Corinthians não quebrou sozinho. O Corinthians não chegou a esse caos por acidente. Chegou porque o modelo político do PSJ faliu.
O clube virou um campo de guerra entre grupos que se atacam não para salvar o Corinthians, mas para preservar espaço, influência e poder. Enquanto isso, a torcida assiste ao maior clube popular do Brasil sangrar em praça pública, com crise financeira, crise administrativa, crise jurídica e risco esportivo.
A verdade é dura: se o próprio Conselho não consegue limpar a casa com seriedade, transparência e independência, alguém de fora vai acabar fazendo isso. E talvez seja exatamente isso que muitos temem.
Por isso, para mim, a pergunta não é mais se haverá intervenção judicial no Corinthians. A pergunta agora é quando. Porque quando a política interna perde a capacidade de proteger a instituição, a Justiça passa a ser vista não como exagero, mas como consequência.
O Corinthians é maior que o PSJ.
É maior que conselheiro, ex-presidente, presidente, vice-presidente e grupo político.
Ou esse modelo associativo apodrecido acaba, ou ele acaba com o Corinthians.
