Carlos Martins
Enquanto existir modelo associativo, essa praga continuará. São cânceres que apodrecem o clube. Quem é corinthiano de verdade tem que desejar tudo que há de 'melhor' para essas figuras e, é claro, vai que algum louco um dia resolve fazer justiça em uma reunião cheia do CORI? Seria magnífico.
em Bate-Papo da Torcida > Vitalícios até quando?
Em resposta ao tópico:
A manutenção dos conselheiros vitalícios é ainda mais absurda quando se observa a baixa participação de parte desse grupo.
Em maio de 2026, durante discussões sobre a reforma estatutária, uma conselheira vitalícia criticou publicamente o fato de apenas dez dos cem vitalícios terem comparecido à reunião. Na mesma votação, foi defendida uma composição do Conselho Deliberativo com 200 integrantes, dos quais 50 continuariam sendo vitalícios. Também prevaleceu a manutenção da possibilidade de reeleições consecutivas sem limite para os demais conselheiros.
Que espécie de compromisso vitalício é esse que garante poder permanente, mas não assegura nem presença nas reuniões?
O vitalício ausente continua vitalício. O torcedor presente em todos os jogos continua sem voto.
Essa contradição resume o Corinthians político: muito privilégio, pouca responsabilidade e quase nenhuma renovação.
Até ex-presidentes de gestões fortemente contestadas podem ingressar nesse círculo permanente. Em abril de 2025, Duílio Monteiro Alves, presidente entre 2021 e 2023, tornou-se o centésimo conselheiro vitalício do clube, conforme as regras estatutárias vigentes.
Independentemente da avaliação pessoal sobre qualquer ex-presidente, o problema está no princípio: ninguém deveria receber poder político vitalício em uma instituição que necessita de renovação, fiscalização e profissionalização.
