Claudio Funes
Olá, Sandra.
Pois é. Eu achei interessante postar o relato deste flamenguista, justamente porque o texto dele mostra o abismo que separa hoje o Timão do time dele. Eu diria, que é até raro, um flamenguista e ainda mais carioca, aceitar o poderio fora de campo do Corinthians em relação ao que ele está acostumado a ver do seu clube.
Abraço!
em Bate-Papo da Torcida > Uma análise flamenguista do que somos hoje
Em resposta ao tópico:
Meus irmãos e irmãs, achei interessante publicar aqui um post de um torcedor do Flamengo, que encontrei na internet, para que nós possamos nos lembrar o quanto o Timão está hoje à frente, em reação a um clube que tem tão somente uma mídia nacional, promovendo-o por décadas. Reparem nos detalhes e no louvável respeito, com que ele trata o Timão. Vale a pena ler:
'Ainda antes do sol raiar deixamos nossos lares... Mais ou menos. Porque onde o Flamengo vai jogar também é nossa casa por 90 minutos, não é mesmo? Chegada em Sampa tranquila e subnutrida para o amigo aqui. Como um sinal de que mais um revés se aproximava, por volta das nove e meia da manhã de domingo, meu gorduroso e farto desjejum foi ao chão de forma cruel na lanchonete de beira de estrada. Caco pra tudo quanto é lado e eu com cara de imbecil em pé no meio daquela confusão patrocinada por mim. Desisti de comer e, como escrever é um vício, na hora fiz a analogia. Deve ser assim que o elenco do Flamengo olha para os pontos bobos perdidos ao longo do campeonato. Com cara de idiota e já perdendo o apetite, só de olhar pra merda que conseguiu fazer estando com a faca e o queijo na mão. Ir para os novos suntuosos aposentos da Fiel é molezinha. Você desce na rodoviária e o metrô já está lá dentro. Você desce do metrô e sai tão perto do estádio que se ficar distraído vai aparecer em condição de impedimento no meio da pequena área. E daí é pênalti para o Corinthians. Ahahahahah... Brincadeirinha hein, Fiel. Provocações à parte, muito cômodo ir até lá e, apesar do terrorismo apregoado por alguns, havia tranquilidade nos arredores da Arena. Um detalhe curioso aqui. Havia uma propícia barreira metálica protegida por policiais. A Fla Mochila chegou com seu habitual trajar dark. Todo mundo de preto. Pensei: 'Vão mandar dar a volta lá nos infernos pra chegar ao nosso portão por outro lado'. Para nossa surpresa, o jeito de passar pela barreira era se aproximar e falar 'Flamengo'. Fiquei com a sensação de que se o Neto aparecesse ali com uma metralhadora e falasse a palavra mágica, passaria para o nosso lado sem problemas. Mas o serviço do policiamento foi bem feito. Vi as organizadas do Rio chegando de forma ordeira e bem escoltadas. Lá dentro um mar de corinthianos e uma breve aula de marketing. Produtos, aplicativos, ações, venda de ingressos para o resto da temporada e para o ano que vem, tudo ao mesmo tempo no telão, no gramado e no sistema de som. O produto Corinthians sendo vendido para um povo apaixonado. Mais fácil que vender água no deserto. Será que alguém do nosso 'marqueti' estava por lá pra aprender? Sonoramente, estava rolando um show ao vivo de um treco chamado 'A Turma do Pagode'. Não posso julgar. Gangrena Gasosa, minha banda favorita (e única no mundo) de Saravá Metal, no último volume, foi a solução imediata através dos fones. O jogo... Foi aquilo. Nosso ataque não atacava, nossa defesa não defendia, nosso meio não meiocampava. Poucas finalizações do Flamengo e algumas do Corinthians. De tanto marcar de forma inadequada, quase ao apagar das luzes do primeiro tempo, gol dos paulistas que começou em uma falha do Jorge. Esse já está começando a se achar um pouco mais do que realmente é. Perigo que pode botar tudo a perder. Fica o conselho do tio. Pouco agredimos no segundo tempo também. Ah não... O Jonas agrediu o Renato Augusto e foi para o vestiário mais cedo. Quando a bola rondava a nossa área era aquele corre-corre desordenado pra tirar a danada dali. O Pará deve ter dado uns 768 chutões pra frente. Daí o próprio, o Wallace, o Oswaldo, o Bandeira e sei lá mais quem acham que DADAS AS CIRCUNSTÂNCIAS não foi um desempenho e um resultado tão ruim assim, alguns deles se mostrando até animados com o que viram. Sei lá. DADAS AS CIRCUNSTÂNCIAS a nossa vaga no G4 está indo para o saco e já são várias derrotas após aquela boa sequência de seis vitórias. Se o projeto é melhorar, e esperamos com todas as forças que seja, melhor olhar por esse ângulo, não é mesmo? Depois do jogo teve um outro show na Arena. Uma banda de rock mais ou menos lá. Nossos jogadores deveriam ter visto. Quase ninguém ainda no Itaquerão e o vocalista se empenhando ao máximo. Alguém pagou por aquilo e a banda fez o que era digno. Se esforçou como se estivesse no Rock in Rio lotado. Como deve ser. Saída tranquila também. Cheguei em casa quatro da manhã e levantei cinco pra trabalhar. Sem problemas. Dormi no ônibus. Epa... Isso aqui também não é olhar as coisas pelo ângulo que lhe pareça mais adequado? Escrever as vezes parece um consultório de psicanálise. Ainda bem que não cura. Quero fazer tudo de novo no próximo final de semana. Flamengo é nossa vida'.. Mercio Querido
Em tempo: O post do flamenguista, entre vários comentários de lamentações de torcedores, achei um que me parece ser a perfeita comparação entre nossa diretoria atual e a aquela do clube carioca:
'A partida de domingo me deu a sensação de que o time deles tem o melhor daquilo que não conseguimos manter e o nosso tem o pior daquilo que eles não quiseram mais'.
