Leandro Ribeiro
Leia isso para entender... http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2016/01/clausula-de-saida-a-exigencia-de-parceiros-que-desmanchou-o-corinthians/
em Bate-Papo da Torcida > Por que o Corinthians colocou multas tão baixas em Renato Augusto...
Em resposta ao tópico:
Conselheiros corintianos estavam tranquilos. E até tentavam perdoar o presidente Roberto de Andrade e Andrés Sanchez. Acreditavam que Renato Augusto, Jadson, Ralf e Vagner Love tinham de ir embora. Assim como Cássio, Gil e Felipe seguem muito próximos de ir embora.
A maioria acreditava que as multas rescisórias baixas para o mercado chinês era uma imposição da lei. Só que não é. A Lei Pelé deixa bem claro a situação.
Os cálculos são muito distintos.
Para o mercado nacional, a conta é: multiplica-se o salário do jogador por 13,3 (doze salários, mais 13º e um terço das férias). E depois por 100. Vale o exemplo. Renato Augusto. Ele ganhava no Corinthians, R$ 400 mil. Essa quantia multiplicada por 13,3 chegaria a R$ 5,3 milhões. Vezes 100 bateria em incríveis R$ 530 milhões. Seria a quantia, por exemplo, se o Palmeiras quisesse comprá-lo. Inviável até para Alexander de Almeida, o 'Rei do Camarote'.
Para o Exterior, tudo muda. Não há cálculo. O clube estabelece o que quiser. Jean Chera, por exemplo. Ele voltou ao Santos e o clube o repassou ao Vitória de Santo Antão. Modesto Roma paga seus salários, R$ 900,00. Se o presidente santista quiser estipular o preço de seus direitos federativos em R$ 300 milhões para os clubes fora do Brasil, pode colocar.
Andrés Sanchez tentou se defender para a Folha. 'Você queria que colocasse a multa do Vagner Love em 20 milhões de euros (R$ 80,6 milhões)? ' Perguntou, agressivo.
Lógico que não. Mas não tão baixa quanto um milhão e meio de euros, R$ 6,6 milhões. Mas muito pior foi o que Andrés e Roberto fizeram com Renato Augusto. O melhor jogador do Brasil, atleta da Seleção Brasileira. Apenas 8 milhões de euros, cerca de R$ 35 milhões. Apenas R$ 17,5 milhões ficaram com o Corinthians. A outra metade foi para o Bayern Leverkusen.
A multa rescisória de Lucas Lima, do Santos, para o Exterior é de R$ 262 milhões. A de Gabriel Jesus, do Palmeiras, R$ 174 milhões.
Ou seja, os clubes sabem muito bem como a legislação funciona.
'Não vamos ficar bravo com o atleta. Quem chora pelo Corinthians sou eu. O torcedor também. O resto não tem amor ao Corinthians. Eles trabalham no Corinthians. Temos a mania de achar que o atleta tem um vínculo eterno. É duro falar isso, mas é a verdade. O poder financeiro fala mais alto na vida de qualquer cidadão. Quando o dinheiro é muito maior não tem o que fazer.'
Esse foi o discurso de Roberto de Andrade.
O presidente avisava que o clube pode perder cinco ou seis jogadores.
Ele pediu para ninguém ficar 'bravo com o atleta'.
E ele tem razão.
O responsável pelo desmanche são duas pessoas.
As que comandavam o futebol do Corinthians.
Elas têm nome e sobrenome.
Roberto de Andrade e Andrés Sanchez.
Ambos sabiam que seus campeões custavam barato.
E nem tentaram uma solução antes do assédio chinês.
Aumentar o salário para tentar aumentar essas multas, por exemplo.
Foram omissos.
Decidiram correr o risco.
Viram o hexacampeão brasileiro implodir às vésperas da Libertadores.
E agora lastimam o desmanche.
Não mais que o surpreso torcedor corintiano...
(Cosme-Rimoli)
