Rogério Luis
Irmão permita-me discordar do título do seu post.
O correto seria Comprados da Fiel, pois o Dr. Mario Gobbi comprou todos desde o caso de Oruro.
em Bate-Papo da Torcida > Cordeiros da Fiel
Em resposta ao tópico:
Fui sócio número 22247 de uma torcida extinta, o Grêmio Gaviões da Fiel Torcida - Força Independente em Prol do Grande Corinthians.
Infelizmente essa torcida acabou. Desde o momento em que deixamos de ser o que dizíamos no próprio nome, quer dizer, uma Força Independente, passamos a ser cordeirinhos de uma diretoria em específico.
Já erramos muito no passado. No entanto, também acertamos, apoiando e cobrando, fazendo com que o Corinthians de hoje ainda pudesse existir, e que existisse tão forte.
Tudo isso, no entanto, os erros e acertos, fazíamos com o norteamento deixado pelo grande líder Flávio La Selva: o espírito de independência nas ações, a politização nas atitudes, o esclarecimento da consciência de que ser corinthiano é estar além de razões de carnavais, de dinheiro, do que quer que seja.
Hoje em dia restou uma sombra da torcida de antigamente: uma torcida de videogame, assim como nossos jogadores atuais. Não há mais cobrança de respeito para com a nossa camisa, há apenas festa, festa e mais festa. Derrotas vexatórias em 'ritmo de festa'. Jogadores que não honram nosso manto 'em ritmo de festa'. Humilhações como as desta semana 'em ritmo de festa'.
Há uma ditadura da falsa felicidade que faz uso da violência contra os próprios corinthianos de verdade, ou seja, contra aqueles que ainda cultivam o espírito do Flávio La Selva: o da crítica quando esta deve existir.
O apoio indiscriminado gera isso o que estamos vendo: diretoria e jogadores acomodados, sem vontade, sem o espírito guerreiro que sempre nos marcou, time e torcida, mesmo com elencos medíocres e nos momentos mais tenebrosos. Uma torcida acomodada, que não se distingue em quase nada das dos nossos rivais. Quando reclamam, fazem como mimadinhos mal-acostumados, não como guerreiros que engolem derrotas, se estas virerem com jogadores que respeitaram o manto.
Por trinta moedas para o carnaval, uns ingressos aqui e umas facilitações acolá, os Gaviões, antigo coração da Fiel, viraram Cordeiros. Se voltaremos a ser Gaviões? Antes teremos que nos tornar Fênix, aquela ave que renasce das cinzas.
Somos campeões de tudo, mas perdemos nossa alma. Espero que logo possamos reencontrá-la, seja na derrota necessária, muitas vezes, que prepara as maiores vitórias. Em nossa história sempre foi assim.