Post de Matheus no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Matheus Vieira
Quando Alessandro fez um gol no Pacaembu que não se esperava no dérbi pelo SP-11 e garantiu uma vitória que seria uma goleada verde não fosse o goleiro Júlio César, a direção corintiana mostrou que estava certa ao manter o treinador que fora eliminado pelo Tolima, na primeira fase da Libertadores-11.
Quando Alessandro perdeu no Pacaembu a bola para Diego Souza perder o gol da história vascaína (que Cássio fez antologia ao defender de modo monumental), na Libertadores-12, o treinador quase perdeu o que logo ganharia de modo invicto: o título sul-americano que parecia tão impossível ao Corinthians como foi impossível a atuação de Cássio na conquista do bimundial alvinegro.
Alessandro se despediu da carreira no Pacaembu na noite de sábado contra o Internacional (clube onde Tite também tem uma história bacana). Vestindo a camisa pela qual ergueu o troféu no Japão, contra o Chelsea, que valeu o mundo, e no Pacaembu, contra o Boca Juniors, o caneco que valeu a Libertadores.
Alessandro que estava com Chicão no primeiro time do primeiro jogo do ano da queda, em 2008. Lateral e capitão que se aposenta campeão paulista, da Copa do Brasil, brasileiro, da Libertadores, da Recopa e do mundo pelo Timão.
Não é craque. Não foi. Mas foi capitão. Campeão. Não foi ídolo. Mas está na história corintiana.
Como o treinador que deixa o clube pela segunda vez com os portões absolutamentes abertos – e eternamente. Não apenas pelo que conquistou em 2011-12 e mesmo no decepcionante 2013 corintiano. Mas pelo que evitou no BR-04, recuperando um Timão decadente.
Mais que isso, Tite deixou no Parque São Jorge um belíssimo exemplo de pessoa de caráter e competência que joga a regra do jogo com lealdade, seriedade, serenidade e ética. Com justiça e equilíbrio.
Pode até se discutir o método, o jeito, o jogo, o equilíbrio exacerbado. Mas jamais se discute o homem. Agora, mais que tudo, o mito Tite.
Mito sim. Que não é fácil ganhar o que ganhou em campo pelo Corinthians.
É ainda mais difícil conquistar o respeito que ganhou como homem no futebol atual.
Parabéns, Tite.
Volte logo.
Para ouvir o mesmo coro que o Pacaembu cantou com a mesma canção e rima que o torcedor rival usava para Telê.
Não é pouco. É quase tudo.
É Tite!
http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2013/11/30/tite-e-alessandro/








