Davi Oliveira
Salve, fiel. De boa com mais uma classificação do nosso jeito?
Pois é, o começo de ano é empolgante, de qualquer forma. E vendo especialmente o jogo de ontem, vi que o time tem muitas semelhanças com o campeão Paulista e Brasileiro de 2017, comandado pelo mesmo Pep Carille. Estamos cascudos e com um padrão que vem de alguns anos. Se ano passado perdemos toda nossa imagem de time competitivo, neste certamente voltaremos a tê-la.
À parte, deixo a questão da técnica. Indiscutivelmente tínhamos uma defesa mais forte e técnica. Arana, Pablo e Balbuena estão muto a frente dos aguerridos Avelar, Henrique Manoel - ainda que esses venham conquistando alguma solidez, as bolas aéreas pararam de ser um terror.
No meio, temos o Ralf. A diferença para com o Gabriel, que é muito bom volante e foi um símbolo daquela conquista, é a frieza e temperamento. Nosso cão de guarda é um ladrão de bolas nato e não comete os mesmos extravasos que o primeiro competia.
A segunda volância é de um jogador tão forte quanto era o Maycon. Ambos dão boa saída de bola ao time, sabem chegar a frente e gostam de finalizar. Característica muito necessária. Na armação, estamos muito mais bem servidos. À época, Jadson e Rodriguinho não tinham banco à altura e o time perdia muito. Hoje, opções não faltam com Pedrinho, Sornoza, Jadson, Régis, Oya e opções que possibilitam a mudança rápida de esquema durante o jogo, com homens de lado.
No ataque também crescemos. São 3 ótimas opções com características distintas. Mas na comparação principal: Jô x Gustagol - a referência.
Temos um matador finalizador que consegue trabalhar qualquer bola que o alcance e gera muito perigo a todo momento. As fases deles são muito boas. Gustavo, assim como era Jô, vive aquele momento de que onde a bola tocar, ela pode ganhar a direção do gol.
Falo de ontem ter me dado a real lembrança de 2017 porque era um claro 4-1-4-1, com pontas rápidos e bons na profundidade e mesmo com domínio da bola por parte do adversário, esse não conseguia penetrar. Quem lembra da vitória no Aranas Park, onde o mandante tinha a bola, mas pouco assustou. O placar de 0x2 expressou o que era aquele time: duro de bater. A Ferroviária ainda conseguiu o gol numa chance praticamente isolada, normal nesse ciclo de reconstrução. Mas é fato que o time mostra aquela calma, frieza e sensação de saber o que está acontecendo. Depois do empate, o time não se lançou loucamente ao ataque, ainda que as mudanças sugeriam isso, o que demonstra que há confiança no trabalho. Se vai conquistar títulos já é outra história para outro texto.
É isso, é só mais uma opinião de alguém que acha que entende alguma coisa.
O que vocês acham? Soquinhos para cima, para baixo e críticas para discussão são sempre bem-vindas.
em Bate-Papo da Torcida > O padrão e a semelhança de 2017 e 2019
