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Última interação no site em 16/04/2019 às 14h16

  • SCCP

    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Ralf, mais do que um volante"

    há 6 meses

    Por Jhonata Souza do Corinthians Scouts

    O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Paulista de 2019 entre Corinthians e Santos representou para Ralf mais do outro jogo decisivo em sua carreira. O volante corintiano se juntou a Cássio como os únicos jogadores do elenco a figurar no seleto grupo de jogadores com 400 ou mais com a camisa alvinegra. Um feito que era impensável para Ralf quando chegou ao Timão em 2010 com a grande responsabilidade de substituir o volante Cristian, uma peça importante nos títulos Paulista e da Copa do Brasil em 2009.

    Apresentação de Ralf no Corinthians. (fonte: Estadão)

    Ralf foi uma peça importante em alguns dos mais importantes títulos da história do Corinthians como a Libertadores e o Mundial conquistado em 2012 e em títulos marcantes como o Brasileiro de 2015 e o Paulista de 2018. Além dos títulos, o volante também conquistou prêmios individuais de melhor volante como o Prêmio Craque do Brasileirão em 2011 e a Bola de Prata em 2012. Além dos títulos coletivos e prêmios individuais, Ralf também boas estatísticas com a camisa do Corinthians, como pode ser visto a seguir num levantamento feito pelo Corinthians Scouts.

    · Jogos pelo Corinthians: 401

    · Jogos como Titular: 378

    · Scout: 218 Vitórias, 111 Empates e 78 Derrotas.

    · Cartões Amarelos: 48

    · Cartões Vermelhos: 0

    · Gols marcados: 9

    As estatísticas, os prêmios individuais e os títulos conquistados colocam Ralf entre os maiores, se não o maior, volantes da história do Corinthians e também como o maior volante do futebol brasileiro nesta década. Porém, os motivos que lhe tornam um ídolo para muitos corintianos vão além do seu desempenho dentro das quatro linhas.

    Estatísticas de Ralf com a camisa do Corinthians.

    Filho de uma empregada doméstica com um metalúrgico, Ralf teve uma infância humilde onde desde criança tinha o ser de jogador de futebol, porém o volante não teve categoria de base e passou por diversos perrengues, como não receber salários na sua passagem pelo Imperatriz-MA, até chegar a um grande clube. Mesmo que tenha pensado em desistir em alguns momentos, o volante se manteve firme na luta pelo seu sonho e para poder mudar a realidade de sua família. Identificação, essa é a palavra que melhor define o sentimento do torcedor corintiano por Ralf. Quando o torcedor olha para Ralf vê uma pessoa que venho de baixo, que precisou batalhar por suas coisas desde cedo, alguém que nunca desistiu, honesto, leal, trabalhador e que ama a sua família. Características presentes na vida de muitos Corintianos e que causam um sentimento de representatividade entre torcedor e jogador.

    Ralf é um cara tímido e que normalmente fica mais na sua sem falar tanto. Mas, é esse seu jeito que faz dele um grande líder. O volante é um ótimo exemplo de líder silencioso, pode não ser um cara de muitas palavras, porém é um homem de palavras certeiras. Está sempre disposto a ouvir seus companheiros e é conhecido por sempre aconselhar seus companheiros a tomar as melhores decisões. Esse tipo de comportamento aliado ao fato de ser uma pessoa humilde, simples, trabalhadora e honesta torna Ralf um grande líder. Um líder que lidera através dos seus exemplos dentro de campo, o fato de nunca ter sido expulso em 401 jogos com a camisa alvinegra mostra como ele é um jogador leal com seus adversários.

    Ralf comemorando o gol de empate contra o Deportivo Táchira–VEN que marcou o início da caminhada alvinegra rumo ao título da Libertadores de 2012 (fonte: Tudo Timão)

    Quando Ralf voltou da China no início de 2018 teve muitos torcedores que olharam a contratação com desconfiança. Passado mais de um ano, não existe mais essa desconfiança, pois Ralf se tornou um jogador fundamental para o equilíbrio da equipe, além de ser um dos grandes líderes do elenco. Além de todas as suas qualidades como volante, a qualidade que mais chama a atenção é o fato do volante ser um jogador que cresce em momentos decisivos. Em vários momentos de 2018 vimos Ralf elevar o seu nível nos momentos que a equipe mais precisava dele, isso é algo que se repete na atual temporada, já que o camisa 15 teve boas atuações em todos os grandes jogos no ano. Outra qualidade que chama a atenção é de como ele consegue passar uma tranquilidade aos seus companheiros só com a sua presença em campo, algo que acontecia muito com Balbuena em relação aos outros jogadores da defesa, essa qualidade se torna ainda mais importante em momentos de dificuldades onde muitas vezes a equipe perde a tranquilidade, porém a simples presença de Ralf em campo é o suficiente para que aqueles que jogam ao seu redor saibam que tem alguém ali do lado que vai chamar a responsabilidade nesse tipo de momento.

    Comemoração de Ralf após marcar um gol contra o São Paulo no Brasileirão de 2018 (fonte: Torcedores.com)

    Ralf é muito mais do que um simples volante de marcação que conquistou vários títulos com a camisa do Timão, ele é a personificação do torcedor dentro de campo, um jogador de muita raça, determinação, lealdade, honestidade, humildade e um trabalhador nato que está sempre disposto a dar o sangue pelos seus companheiros, um jogador que coloca o coletivo a frente do individual e que chama a responsabilidade para si nos momentos que o time mais precisa de sua liderança silenciosa. Ralf lidera os seus companheiros na base do exemplo e da sua experiência, um homem que sabe o que está por baixo e dar a volta por cima. Ralf é muito mais do que um volante, ele é um ídolo para muitos Corintianos e um maior ídolo deste aqui que vos escreve. Depois de mais de 400 jogos e tantos títulos conquistados, a única coisa que posso dizer sobre Ralf é obrigado. Obrigado por tudo que fez com a camisa alvinegra, Ralf.

    @Jhonny14Souza @sccpscouts

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    SCCP postou em Análise dos jogos, no tópico "A vitória dos oprimidos"

    há 8 meses

    Chegando ao Corinthians na 2ºmetade de 2016, Gustavo Henrique da Silva Souza veio com certa moral do Criciúma, onde marcou 18 gols em 32 jogos no ano. Em um ambiente conturbado, de muitas saídas de jogadores e técnicos, o atacante pouco jogou e quando jogou ficou marcado por atuações ruins, um gol anulado contra o Atlético-MG e nada mais. Seu início foi tão aquém que ele logo no ano seguinte foi emprestado ao Bahia (marcou 6 gols em 24 jogos) e logo posteriormente ao Goiás (fez 1 gol em 12 jogos).
    Porém, o início de sua reviravolta no futebol brasileiro começou nas mãos de Rogério Ceni, em mais um de seus empréstimos, dessa vez ao Fortaleza. Marcando expressivos 30 gols em 45 jogos, o 'Gustagol' se viu dentro de uma nova realidade, com confiança e sendo peça-chave ao time campeão da série B de 2018.


    Acontece que mesmo após uma excelente temporada, pouco se imaginava que o atacante de 24 anos teria muitos minutos em seu retorno ao Parque São Jorge, imaginando-se inclusive mais um empréstimo ou uma venda definitiva para a Europa. Após frustradas experiências com Roger e Jonathas, a expectativa era que o Corinthians contratasse um atacante de peso logo de início em 2019. Entretanto, o argentino Mauro Boselli estreou 'apenas' no dia 26/1, contra a Ponte Preta. Nesse período até a partida, Gustavo já havia deixado Fábio Carille sem sono.


    Mas por que, mesmo com atacantes mais refinados e badalados no elenco (Boselli e Love), o atacante nascido em Registro (SP) se tornou um 'intocável' de Carille? A resposta é mais simples do que se imagina. Voltando 1 ano e alguns meses no tempo, o Timão campeão brasileiro em 2017 teve como seu grande destaque o atacante Jô, não sendo exagero dizer que toda a engrenagem do ataque girava em torno dele, com seus pivôs e sua presença de área. O Gustavo, é capaz de, guardadas as devidas proporções, emular o atacante que hoje atua no Japão.


    Pela altura (1,89 m) já se imagina o seu forte jogo aéreo, que é de fato, diferenciado (um dos melhores do país). Mas ele tem chamado muito atanção como consegue oferecer bons pivôs, saindo da área e atraindo os zagueiros adversários, longe de ser aquele atacante que se limita a dar profundidade à equipe.



    Em um time que mostra dificuldade em furar defesas adversárias, esses recuos são fundamentais para obter opção de passe e as jogadas terem continuidade. Além disso, ele constantemente chama faltas assim e faz com que a equipe ganhe metros em campo ofensivo e chances de usar sua bola parada. Com isso, além de estar marcando gols (são 4 em 6 jogos), Gustavo tem sido um jogador de extrema importância tática para Carille.
    Além da questão técnica/tática, é válido dizer como a disposição e a gana do jogador chama atenção de todos que assistem aos jogos. Não tendo uma bola perdida, recompondo até pelo lado do campo se for preciso, ele sabe que a concorrência é grande e precisa mostrar o 'algo a mais'.


    Claro, estamos em início de temporada (que deveria ser uma pré-temporada), mas é notório como o 'Gustagol' evoluiu seu futebol desde sua passagem pelo Fortaleza e não é nenhum absurdo dizer que ele é a grande notícia positiva do Corinthians nesse início de jornada. A concorrência é grande, a temporada é longa, muita coisa pode acontecer, mas hoje o alvinegro paulista tem um atacante que, pode não ter grife, pode não ter os melhores números, mas é o atacante que o time precisa.

    Lembrando sempre que estamos no Twitter como @sccpscouts , lá você encontra análises e estatísticas sobre tudo que envolve o Timão!

    Tmj, Fiel.

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    SCCP postou em Análise dos jogos, no tópico "Ano novo, vida nova"

    há 9 meses

    Itaquerão não. Itaquera sim, em referência ao bairro e boa parte da torcida diz 'Itaquera'

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  • SCCP

    SCCP postou em Análise dos jogos, no tópico "Ano novo, vida nova"

    há 9 meses

    https://youtu.be/jVpWKA_c34c Podcast #12 - Analisando o 2018 alvinegro - YouTube Podcast #12 - Analisando o 2018 alvinegro - YouTube Neste vídeo, analisamos de uma maneira geral o ano de 2018. Altos, baixos, pontos fortes e fracos e muito mais desse ano intenso. Com participação especial d... youtu.beyoutu.be Temos esse canal

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    SCCP postou em Análise dos jogos, no tópico "Ano novo, vida nova"

    há 9 meses

    As primeiras impressões dadas pelo Corinthians em 2019 foram vistas no amistoso do último domingo (13) em Itaquera contra o Santos de Jorge Sampaoli. Fazendo todas as ponderações de ser uma espécie de treino e que vários jogadores ainda estão sentindo o ritmo de pré-temporada, foi um jogo que se pôde extrair várias coisas do Timão.
    Começando pela escalação, Fábio Carille realizou algumas mudanças surpreendentes, até certo ponto. Vale o destaque o retorno de Pedro Henrique ao time titular na vaga do jovem e promissor Léo Santos, a utilização de Junior Sornoza como extremo pela esquerda e o Ramiro, que se acostumou a jogar pela direita no Grêmio, retornando à sua origem, jogando como volante, ao lado de Richard.

    A postura do alvinegro paulista, no entanto, não foi tão surpreendente assim. Em um confronto de opostos em estilo, naturalmente o Corinthians optou por uma postura mais cautelosa, postando-se em um 4-4-2 com linhas bem próximas, buscando fechar os espaços do Peixe. O gol de Gustavo, logo no início do jogo, por exemplo, nasce de uma recuperação de bola no meio-campo. Assim, pode-se observar uma equipe que pouco buscou pressionar a saída do Santos e sim agrupar seus homens do meio para trás, marca padrão do Corinthians nos últimos anos.




    Ofensivamente falando, a equipe encontrou mais dificuldades tendo em vista a forte e adiantada pressão que o alvinegro praiano realizou na saída de bola adversária, além de uma eficiente pressão logo após a perda do esférico. Porém, nos poucos momentos em que houve respiro para iniciar jogadas, Richard e Ramiro recuaram e se apresentaram para oferecer opção segura de passe, como no frame a seguir:



    Além disso, é importante destacar alguns bons momentos de descida ao ataque pela direita, com Fagner e André Luis alternando posicionamento e se entendendo bem pelo setor.
    Na segunda etapa, com as diversas alterações realizadas, o nível do jogo teve um decréscimo, com poucas chances criadas. Vale o destaque a mudança de postura do Corinthians, que conseguiu ter mais a posse (Santos não repetiu a mesma intensidade) e o posicionamento de Ángelo Araos, que parece que terá sequência jogando como volante, onde melhor rendeu até aqui.
    Como destaques individuais é importante ressaltar o Ramiro, que mesmo jogando em uma posição em que a tempos não atua, fez partida interessante principalmente na defesa, fechando linhas de passe e subindo para pressionar. Além do jogador ex-Grêmio, o Gustavo (apelidado como Gustagol) teve preciosos minutos jogando como 9 titular, sendo bem ativado para pivôs e sendo uma ameaça constante nas bolas aéreas, seu ponto de maior destaque.
    É muito cedo para avaliar algo, mas o que podemos esperar para esse Corinthians de 2019 é a mesma entrega defensiva dos 'tempos de ouro'. Linhas próximas, encurtamento de espaços e escapadas rápidas para o ataque. Claro que haverá contextos em que o time terá que mudar sua postura, mas as marcas principais estão aí. Com um elenco mais reforçado e o retorno do competente Fábio Carille, a esperança do torcedor corinthiano é que 2019 seja, realmente, uma vida nova.

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    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Estrutura do Corinthians: dianomômetro isocinético"

    há 9 meses

    Porra, sensacional mano. Comentários assim nos fazem ter mais vontade de continuar e se tornar maior ainda. Caminhada é complicada mesmo, já fomos alvos de críticas em muitos e muitos momentos. Já fomos chamados de vendidos por criticar o time do Loss contra o Vitória, e por aí vai.

    Temos projetos futuros muito fortes e estamos trabalhando para colocar em prática o mais rápido possível, como cobertura do Futsal, futebol feminino e mais espaço para as mulheres também, incluindo um podcast ladies.

    Enfim, estamos buscando melhorar a cada dia e trazer um conteúdo melhor sempre. Comentários como o seu nos dão mais forças para continuar.

    Tamo junto, irmão

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  • SCCP

    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "Estrutura do Corinthians: dianomômetro isocinético"

    há 9 meses

    Obrigado pela lembrança, bro. Estamos trabalhando com a ideia de sermos mais frequentes por aqui. Talvez, algo a cada 15 dias (por ser um trabalho mais complexo de uma forma geral) seja interessante

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  • SCCP

    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "4-1-4-1, por que não tentar?"

    há 9 meses

    Bom, é uma análise.

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  • SCCP

    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "4-1-4-1, por que não tentar?"

    há 9 meses

    Bom, como prometido, irei responder os pontos citados. Vamos lá:

    Primeiramente, 'por que 4-1-4-1? ' Simples, um dos problemas que o Carille sofreu ao longo de 2017 e enquanto esteve aqui em determinado período de 2018, foi a forma de jogo propositiva, o time encontrava dificuldades em ser propositivo principalmente jogando em casa, mesmo quando era necessário. O 4-1-4-1, abre um leque maior de repertório ofensivo, principalmente projetando uma equipe que tenha o Araos como articulador a partir da própria base. Sem perder a essência de organização que virou nosso lema maior, porém, o Corinthians sentia falta de alguém que conseguisse ser um organizador de jogo, já que a dinâmica do Jadson não permite que ele faça isso e muito menos o físico. Tendo o Araos como uma espécie de ritmista, a equipe ganha em qualificação na saída de bola, consequentemente a posse chega com mais qualidade nos homens de frente, que por característica, serão os responsáveis por fazer a bola chegar até o Boselli. Além de gerar mais triangulações pelo meio, tendo alguém que participe mais ativamente da partida em vários setores do campo, causando superioridade.

    A questão da transição, ao meu ver é questão de adaptação e entendimento maior dos jogadores a um esquema novo. Por exemplo, contra o São Paulo, houve uma saída mais qualificada com o Araos sendo esse homem que citei acima (E era o melhor em campo no primeiro tempo) porém, ainda existiam alguns pontos chaves na transição defensiva, que a questão do posicionamento, coisa que no meu modo de enxergar requer adaptação e tempo apenas, já que o mesmo jogou assim na lá U.

    Agora pensando no ponto de vista do centroavante. Em 2015, a importância maior do Guerrero além da movimentação era reter a bola e ter um pivô técnico, coisa que é bem rara por aqui. Mesmo sem ter a mesma movimentação, o jogo físico do Boselli pode funcionar da mesma forma, sendo acionado nas costas dos defensores e tendo um senso de posicionamento que é acima do comum por aqui, ou seja, a movimentação saindo da área não seria necessariamente um problema. No León, ele era capaz de gerar bastante amplitude ao time, muito por conta de se posicionar bem nas costas dos defensores e ter a leitura de jogo necessária para isso, então, basicamente não seria um problema maior. Vale lembrar que houve adaptação do esquema pós saída de Guerrero e período Love, coisa que teria que acontecer com o Boselli. Em questão da forma do 4-1 para haver as triangulações, isso pode acontecer com o Boselli mais acionado na forma centralizada, explorando mais o seu jogo físico contra os zagueiros e menos em outras faixas do campo, como o Guerrero fazia. Além de que, o Love sofreu bastante para conseguir fazer esse jogo físico, coisa que o Boselli teria bem menos dificuldades.

    Ponto da infiltração: Araos nunca foi um jogador de infiltração, sempre foi um articulador/construtor, na lá U, ele era uma espécie de ritmista, aparecendo para ajudar na construção em todas as faixas possíveis do campo, sempre dando opção e resolvendo a situação rapidamente, coisas necessárias para um ritmista, principalmente se tratando de saída de bola, como estamos propondo que aconteça. E essa infiltração não precisa ser necessariamente feita por alguém do meio, vale lembrar que você teria na esquerda o Sérgio Díaz, que tem como costume centralizar basante suas jogadas e pisar bastante na área, até por já ter jogado como segundo atacante na época de Cerro e Real Madrid. Além do mais, com a cobertura do Ramiro, o Araos teria uma liberdade maior para em alguns momentos conseguir essa infiltração também. Aí entra a importância de um 'falso extremo' como é o Ramiro. A ocupação de espaço onde teoricamente seria do Araos, gerando uma lacuna para o apoio do lateral e consequentemente a infiltração do chileno, que não tem essa característica, mas, em alguns momentos, a infiltração vai acontecer pela leitura de jogo do mesmo. Ou até mesmo o próprio Ramiro, em vários momentos dele no Grêmio podemos ver gols onde ele parte da direita fazendo a infiltração como elemento surpresa para finalizar, então, creio que essa infiltração não precisa ser necessariamente feita por alguém do meio.

    Bom, a questão dos outros jogadores, na minha visão é: Tanto o Renê quanto o Thiaguinho, não são complementos para um camisa 5, no caso, segundo volante. O Thiaguinho sempre foi um primeiro homem de meio que tinha como ponto forte a inversão de jogo e a saída mais vertical. Além de que, como notamos nesse fim de ano, tem algumas limitações técnicas, até por não ser da função que estava exercendo. O Renê a mesma coisa, é lento para ser segundo volante e não tem nem capacidade de infiltração e nem uma saída de bola qualificada, ou qualquer coisa que pudesse classificar ele como um '8'. O Douglas de fato é, e no Fluminense ele tinha uma certa importância tanto na infiltração quanto na saída de jogo, onde por muitas vezes vinha buscar a bola na defesa para tentar a saída, algo que ele fez bem no início da chegada por aqui. Mais sobre ele, eu não descartaria, acho um jogador bem interessante que chegou numa fase conturbada da equipe e quase se queimou por conta disso.

    No fim das contas, o seu 4-1-4-1 foi basicamente o mesmo que o meu com mudança de algumas peças hahaha. Ramiro compensaria o Araos, que seria o articulador a partir do campo defensivo, dando uma liberdade maior para o Jadson se preocupar com o último terço. Sérgio Díaz sendo um ponta construtor a partir da esquerda, exatamente como o Jadson fazia em 2015, porém, com um fator de poder infiltrar mais, principalmente por ter como característica uma velocidade maior e já ter atuado em uma posição que pisa bastante área.

    Não gosto muito do Jadson construindo a partir da própria base por não ter mais a dinâmica para fazer isso. No fim de ano acabou meio que sendo sacrificado fisicamente por esse fato.

    Já não acho que o Ramiro possa ser mais esse segundo homem, apesar dos números altos em questão de passes e desarmes, acho que a função de falso extremo para ele hoje se encaixaria melhor nos moldes do 4-1-4-1 hipotético que montamos. Fora que, nunca rendeu tanto sendo segundo homem.

    Enfim, fazendo um breve resumo: A mudança para um 4-1-4-1 ao meu facilitaria o jogo propositivo da equipe que foi algo que o Carille tentou em 2018, porém, a falta de peças que tivessem a característica e não houvesse uma sobrecarga sobre o volante fizeram ele desistir da ideia. Boselli pode ser útil participando jogo atuando como um pivô mesmo, sem precisar tanto da movimentação que tinha o Guerrero ou o Love, levando em conta que o segundo sofreu bastante para conseguir exercer a função de pivô com a saída do peruano. A infiltração pode ser feita pelos jogadores de lado de campo, como o Ramiro fez em vários momentos no Grêmio e o Díaz por ter uma noção de área bem interessante também, além do próprio Araos, que pode ter esse espaço para infiltrar tendo uma cobertura do Ramiro para tal.

    Cássio, Fagner, Henrique, Léo Santos e Carlos Augusto - Ralf (Richard que gosto bastante por ter o recurso da bola invertida e do jogo mais vertical, além de ser mais técnico) Araos emulando um ritmista - Sério Díaz, Jadson e Ramiro - Boselli.

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  • SCCP

    SCCP postou em Bate-Papo da Torcida, no tópico "4-1-4-1, por que não tentar?"

    há 9 meses

    Gostei. Isso gera debate.

    Mais tarde vou responder os tópicos propostos e bem propostos, diga-se.

    Me chama a atenção a oportunidade de existir um debate tanto de ideias por aqui, principalmente no aspecto mais tático, que é algo mais raro

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