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Queremos raça, mas nem tanto

Meia vinha desempenhando bem seu papel até ser expulso no Majestoso

Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

¿Que pasa, Ángelo?

Opinião de Andrew Sousa

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Como jornalista, ainda não entrevistei nenhum jogador do Corinthians pessoalmente. Se pudesse o fazer, sempre pensei em nomes como Cássio, Danilo ou Romero. Nos últimos dias, no entanto, o atleta alvinegro com quem mais gostaria de bater um papo é Ángelo Araos.

Não que o chileno seja fruto de inúmeras pautas. Muito pelo contrário. Acanhado desde que chegou, poucas vezes nos rendeu aspas. O ponto é um só: depois de sua segunda expulsão, queria, como grande parte dos torcedores, entender o que tem passado na sua cabeça.

Aos 21 anos, Araos desembarcou no Brasil como uma das grandes promessas do futebol sul-americano e com a grande responsabilidade de corresponder o alto investimento de cerca de R$ 17 milhões. Com todo esse peso, logo começou a ganhar oportunidades e despertou boas impressões na Fiel.

Meio campista com características de box-to-box, que cobre de uma área a outra, se destacou principalmente contra a Chapecoense, na Arena Condá. Como segundo volante, teve atuação de jogador que o Timão não tem no elenco - capaz de organizar vindo de trás e criar jogadas com mais qualidade. Mesmo atuando bem na maioria das vezes em que entrou, o chileno chama atenção pelo nervosismo.

Extremamente faltoso, parece chegar atrasado ou com força excessiva em todos os lances. Isso se intensifica nos jogos grandes - foi expulso na final da Copa do Brasil e no primeiro clássico disputado com a camisa alvinegra. Mesmo com os vermelhos, os comentários da torcida do Meu Timão são de paciência - o que me surpreendeu muito.

Como em raros casos, a Fiel deixa o imediatismo de lado e se atenta à capacidade técnica já mostrada pelo jogador. Ainda garoto, Araos precisa de tempo para se adaptar e, agora, precisa de apoio para não abreviar suas oportunidades no Corinthians. Estrangeiro, o camisa 16 parece ter levado ao pé da letra os comentários de brasileiros sobre o que é defender o clube do Parque São Jorge.

Querendo mostrar serviço, Araos entrou demais na pilha do recorrente "tem que dar carrinho e lutar por todas as bolas", pregado dia após dia por quem acompanha o Timão. Por mais complicado que pareça, isso se resolve com muita conversa. E com tempo. Por isso, o papel de Jair Ventura nos próximos dias é essencial.

Como parte de sua função, o comandante alvinegro precisa fazer o possível para não perder o jogador. Com poucas rodadas restantes no Brasileirão, algumas chances têm de ser dadas para manter o atleta confiante. Como a Fiel já notou, o gringo pode ser peça importante para o futuro alvinegro - e o retorno pode ser tanto técnico quanto financeiro.

Sem a resposta para o título da coluna, fica o alento de saber o que pensa a maioria da Fiel: não podemos desistir de um talento bruto como Ángelo. Queremos raça, garoto, mas nem tanto.

Veja mais em: Ángelo Araos .

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Por Andrew Sousa

25 anos, formado em Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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59 Comentários Comentar >

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  • Comentários mais curtidos

    Leandro Newsted #228

    Ele parece ser muito introvertido, talvez não esteja interagindo muito com os outros, até pela dificuldade do idioma e não entendeu ainda que aqui a arbitragem pica o jogo, principalmente no início e qualquer carrinho é cartão amarelo. Não acho que ele seja um jogador agressivo, só não se adaptou ainda. Cabe ao Jair fazer seu papel de gestor de pessoas e conversar com o garoto.

  • Bruno Souza #1

    O mlk e novo, ele vai aprender..

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  • Todos os comentários (59)

    Adhemar Ferreira #1.577

    Faço o comentário agora, de um artigo de 11 de Novembro, para salientar um dos motivos da saída de Jair: gestão de pessoas. Esses defeitos individuais, quando se tornam recorrentes, necessitam de uma conversa e de um acompanhamento durante o treinamento. Parece que isso nunca aconteceu, e as expulsões e cartões amarelos se multiplicaram, até para o Ralf, que sempre soube marcar sem falta. Mais fatos que demonstram a falta de treinamento: as falhas nas bolas altas, tanto na defesa como no ataque, que sempre foram pontos fortes do time e as cobranças de faltas e cruzamentos sofríveis durante todo o campeonato brasileiro. Enfim o problema é técnico. Garanto que se Carille voltar, arruma esse time rapidinho. Com padrão de jogo e treinado.

  • Ramon Felipe #35

    N da pra entender.

  • Laercio Tavares #1.591

    Muito bOM

  • Vagner Alencar #3.649

    "Vamos jogar com raça e coração...", "É sangue no olho, é tapa na orelha...", "se o Corinthians não ganhar, le le ah..o pau vai quebrar...", "Aqui tem que ser sujeito homem pra jogar, suar a camisa, rasgar a camisa, sangrar, lutar, brigar...etc..."! Então, o cara veio e tenta demonstrar tudo isso, aí pedir para esse treineiro vir dá uma palestra de bons costumes para o garoto, que mesmo jogando bem quando entrou era preterido pelo ameba Douglas? Vai catar coquinho e leva junto essa dupla, Jair/Douglas.

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