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Coluna do Luis Fabiani
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À moda de Tite

Renato Gaúcho é o nome favorito da torcida para assumir o comando técnico do Corinthians

Guilherme Artigas / FotoArena

Como Renato Gaúcho pode mudar as categorias de base do Corinthians

Análise de Luis Fabiani

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Antes de tudo, até para contenção dos ânimos de quem estiver lendo esse texto, acho importante ressaltar: não sei quem será o próximo treinador do Corinthians. E também não tenho ideia de qual é o segredo guardado pela Carol Portaluppi.

Agora sim, seguimos.

Renato Gaúcho, caso assuma o Corinthians, precisará olhar para a base. Clichês à parte, trata-se de uma via de mão única para o treinador, que irá se deparar com um elenco enxuto e recheado de jovens jogadores. É fato que a base será usada, mas levando em conta o que acompanhei do treinador, imagino uma mudança drástica no método adotado para utilizá-la.

Com Mancini, desde o início da nova temporada, foram vários os garotos que receberam a chance de treinar com o time principal. E para muitos deles, as críticas se convergiam: fisicamente, ainda distam do que é requerido a nível profissional. Renato, que ganhou certa fama ao lapidar algumas joias do Grêmio, é alguém que leva a prontidão muito a sério na hora de alçar um jogador da base ao time de cima

"Toda vez que se destaca alguém lá embaixo (base), procuramos lapidar, soltar aos poucos. Assim que se faz com garoto. Não adianta pegar, dar camisa, botar no principal" (Renato, em junho de 2019)

Ou seja, exceção àqueles que estiverem realmente prontos para jogar no time de cima, como Raul Gustavo e Xavier, por exemplo provavelmente não veríamos algumas peças da base recebendo espaço. Isso, portanto, pode significar uma maior utilização do time de aspirantes (ou Sub-23, como quiser), muito utilizado por Renato enquanto esteve no Grêmio.

A trajetória, se seguir o que foi feito no Grêmio, fica bem clara:

Ciclo "portaluppiano" pode ser bastante conveniente ao elenco do Corinthians

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Esse modus operandi "portaluppiano" convém com a proposta do Corinthians de reformular a categoria. E é ainda mais conveniente do ponto de vista financeiro, pra evitar que jovens jogadores se desvalorizem por subir precocemente ao profissional.

Os números do Renato no Grêmio endossam a eficácia da medida utilizada com os jovens. De 2016, o Grêmio arrecadou R$ 522,3 milhões com negociações de jogadores formados no clube. Everton Cebolinha, Arthur, Jailson, Pedro Rocha e Pepê, são os principais nomes. Isso tudo, sem contar as grandes vendas que estão por vir, com Ferreira, Jean Pyerre e Matheus Henrique, todos com passagem pelo time de Aspirantes.

Não sabemos se Renato virá ou não para o Corinthians. Muito menos se dará certo ou errado por aqui caso assuma. Mas é interessante que o Corinthians tenha noção do trato que o treinador costuma ter com a base.

Veja mais em: Mercado da bola e Base do Corinthians .

Por Luis Fabiani

Setorista do Corinthians na Rádio Bandeirantes e comentarista no Meu Timão.

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