Corinthians prepara lista de reforços para eventuais urgências na próxima janela; entenda
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Por Meu Timão
Marcelo Paz acompanhando treino do Corinthians
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, revelou que o Centro de Inteligência de Futebol (CIFUT) do clube trabalha com cerca de quatro nomes mapeados por posição para esta janela de transferências. Segundo ele, no entanto, essas opções seriam acionadas apenas em casos de necessidades.
O clube mantém essas alternativas diante da possibilidade de saída de atletas importantes do elenco, como Yuri Alberto, Breno Bidon e André Luiz, que devem atrair atenções do mercado nesta janela, aberta entre 20 de julho e 11 de setembro.
"A gente tem, dentro do departamento de Cifut, um 'time-sombra', por posição, com três ou quatro jogadores mapeados, para que, em uma eventual necessidade, já tenhamos opções para possíveis contratações. Tem perfis de jogadores que exigiriam um valor de transferência, e isso a gente não vai ter no momento. Mas há jogadores em fim de contrato e jogadores que poderiam vir por empréstimo", disse o executivo à Identidade Corinthiana.
"Existem também as ofertas, situações de mercado: 'Poxa, fulano de tal vai sair de tal time. Isso não estava mapeado em canto nenhum, mas o jogador tem interesse de ir para o Corinthians'. O Corinthians é tão forte que muitos jogadores fazem esforço para estarem no clube, muitos jogadores grandes, que têm história. Isso é uma coisa que, ao longo dessa janela, que vai até setembro, a gente pode utilizar. Tem muita água para rolar", complementou.
Marcelo Paz ainda confirmou que o Corinthians seguirá sem investir valores na contratação de jogadores, mantendo o mesmo modelo de negócios adotado no início do ano. Na ocasião, a diretoria priorizou a chegada de atletas por empréstimo ou sem custos de transferência.
"Naturalmente, a gente tem desejo (de contratar). Era bom se fulano de tal pudesse vir, mas tem uma questão financeira que precisamos equacionar. Como vamos contratar devendo salários? Temos que regularizar os salários dos jogadores, eventualmente fazer uma ou duas vendas para gerar fluxo de caixa e, então, fazer contratações. Precisamos ser coerentes. O Corinthians não tem valores para pagar transferências. Na janela que montamos no começo do ano, sete jogadores chegaram, e todos vieram sem custos de transferência. Qualquer movimento que acontecer nesta janela será dessa maneira, porque o clube está em um processo de recuperação financeira, e o futebol é uma locomotiva que pode acelerar esse processo, tendo um time competitivo com o menor custo possível", revelou Paz.
O dirigente contou que as oportunidades de mercado são fruto do trabalho de análise do CIFUT, que mapeia mercados do mundo todo em busca de atletas que não terão custos de transferência envolvidos, como foram os casos de Zakaria Labyad e Jesse Lingard. Depois de indicado, o nome do atleta passa por uma avaliação que vai desde a comissão técnica até o presidente Osmar Stabile, passando pelo próprio Marcelo Paz, para que seja aprovado ou não.
"Uma contratação passa por várias pessoas dentro do clube, até para acertar mais e minimizar erros. O Corinthians tem um departamento chamado CIFUT, com três profissionais que mapeiam todo o mercado sul-americano e também o estrangeiro. Neste ano, por exemplo, a gente trouxe o Zakaria, marroquino que estava na China, e o Lingard, inglês que atuava na Coreia. Tudo isso sempre passa pelo CIFUT, que dá sua opinião e apresenta um relatório. A maioria dos jogadores já está mapeada por eles de alguma maneira. Eles têm um catálogo de jogos e relatórios. Também buscamos informações além do que acontece em campo: situações do dia a dia, conduta, postura... A comissão técnica, logicamente, também participa do processo de chegada de um jogador e faz suas análises. Geralmente, um treinador tem, dentro da comissão, uma ou duas pessoas que observam o mercado conforme a demanda. Além disso, o processo passa por mim e também pelo Julio Cesar. No fim de tudo, passa pelo presidente. Nenhum jogador será contratado sem a aprovação do presidente. É uma peneira que fazemos na avaliação para minimizar erros", finalizou o dirigente.
