Eleito como novo presidente da Fifa há pouco mais de um mês, Gianni Infantino já terá de lidar com grandes dificuldades. Em investigação do jornal britânico The Guardian, o nome do principal responsável pela maior entidade de futebol do mundo aparece no escândalo conhecido como “Panama Papers”.
O Panama Papers se refere a milhões de documentos confidenciais do escritório de advocacia Mossak Fonseca que foram vazados e publicados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). Neles, é possível ver diversas pessoas poderosas de todo o mundo que mantêm seu dinheiro em paraísos fiscais.
Segundo a publicação inglesa, os documentos divulgados no Panama Papers podem sugerir o envolvimento de Infantino na época que ele trabalhava na Uefa – entidade que regulamenta o futebol na Europa.
Como funcionário da entidade, o atual presidente da Fifa teria tido participação na assinatura de contratos, entre 2003 e 2006, para direitos de transmissão da Liga dos Campeões que estão sendo investigados sob a denúncia de suborno.
Na época, a Uefa, por meio de Gianni Infantino, teria acertado os direitos de transmissão com a Cross Trading, empresa argentina que estava registrada em paraíso fiscal. Depois de adquirir os direitos, a empresaos revendeu para a Teleamazonas por um valor quase três vezes maior.
O empresário Hugo Jinkins tinha ligações com a Cross Transding. Com os escândalos da Fifa no ano passado, Jinkins se entregou acusado de pagar propina para conseguir o direito de transmitir grandes eventos.
Contra as acusações, a Fifa garante que Infantino não tem qualquer ligação com os funcionários e com as investigações por corrupção.
Em 2015, a imagem da Fifa foi manchada devido aos escândalos de corrupção ligados à entidade. Os casos causaram a queda de Joseph Blatter, que estava no presidência desde 1998 e que, no fim do ano, foi banido do futebol por oito anos pelo comitê de ética da Fifa por ser enquadrado em diversos artigos considerados irregulares, como oferta e aceitação de presentes, regras gerais de conduta, conflito de interesses, etc.