O placar sem gols entre Nacional e Corinthians, assim como para os jogadores do Timão, foi visto positivamente pelos atletas uruguaios, aumentando a expectativa para o confronto de volta. Como não sofreu gols atuando em casa, o Nacional quer usar o regulamento que beneficia o gol marcado fora a seu favor no duelo da volta.
Muito exigida por Tite, a consistência defensiva do Corinthians demonstrou sua importância no primeiro duelo de mata-mata. Sob pressão durante os 90 minutos, os jogadores corinthianos souberam enfrentar as dificuldades. Em especial, o goleiro Cássio, que demonstrou segurança nas vezes em que foi acionado.
Ao final do duelo, os jogadores do Nacional avaliaram o resultado e revelaram a principal estratégia do clube jogando em Itaquera. “Jogamos bem, chegamos, marcamos e corremos. Fizemos um bom jogo, mas faltou o gol. Faltou atenção no último toque. A Libertadores é definida por pequenos detalhes, mas somos uma equipe dura para qualquer adversário”, falou o atacante Sebástian Fernández.
Além de Fernández, o zagueiro Victorino também comentou sobre o jogo e apontou o sistema defensivo do Timão como o principal responsável no fato do Nacional não ter feito gols. “O Corinthians realizou um bom jogo na zona defensiva. Nós não jogamos atrás e não sofremos pressão. Agora faltam 90 minutos. O resultado de 0 a 0 não é ruim, fazendo um gol no Brasil, eles terão que fazer dois”, disse o zagueiro Victorino.
Com apenas quatro gols sofridos ao longo da campanha na Libertadores, o Corinthians aparece como a segunda defesa menos vazada no torneio, empatada com outros três clubes (Boca Juniors, Atlético Mineiro e Independiente Del Valle) e perdendo somente para o Atlético Nacional, que ainda não sofreu gols.
Corinthians e Nacional se reencontram na próxima quarta-feira (4), às 21h45. O vencedor do duelo na Arena Corinthians enfrenta nas quartas de final quem avançar do confronto entre Boca Junior e Cerro Porteño.