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Primeiro gol do Corinthians teve origem na mudança tática realizada por Lucas Piccinato no ataque

Primeiro gol do Corinthians teve origem na mudança tática realizada por Lucas Piccinato no ataque

Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians

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Deu certo!

Técnico do Corinthians explica variação tática efetiva no ataque em vitória sobre o Internacional

Por Pedro Mairton e Maria Beatriz de Teves

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O técnico Lucas Piccinato explicou uma variação tática efetiva no ataque do Corinthians na vitória por 3 a 0 sobre o Internacional , na última sexta-feira, na Neo Química Arena. Pontas no sistema ofensivo das Brabas, a dupla Gabi Portilho e Jaque trocaram de posição em momentos do jogo.

Na variação tática, Gabi Portilho ocupava o lado esquerdo do ataque e cedia a posição inicial dela para Jaque. O lance do primeiro gol do Corinthians, marcado por Duda Sampaio, teve participação da camisa 30, que fez o cruzamento que originou o tento do Timão. Lucas Piccinato explicou o que motivou a mudança nas pontas do ataque.

“Tanto a Jaque quanto a Portilho têm bom cortes pros dois lados, a capacidade de usar as duas pernas. Acaba que a Porti está muito acostumada e adaptada a jogar do lado direito pelas temporadas que jogou aqui, mas a gente esquece que ela também já jogou muito bem também pelo lado esquerdo, já conseguiu fazer grandes competições e ela é muito efetiva também trazendo para dentro. Naquele momento (primeiro gol), eu sentia que a Portilho estava um pouco travada em cima da Isa (Haaz, do Internacional). A Isa já estava pegando ela numa antecipação, e a ideia foi tentar mudar um pouco o ar, porque a Jaque é uma jogadora que consegue ter uma leitura de facão, tem uma leitura um pouco mais de último terço”, explicou o técnico em entrevista coletiva após o jogo, que em seguida expressou a felicidade pela adaptação das jogadoras.

“Fico feliz que tenha dado certo, não só essa troca, mas fico feliz que o time se adaptou muito bem às adversidades que o adversário trouxe. Foi a primeira vez que a gente enfrentou um adversário que saiu com saída de três (jogadores), né? Antes foram seis partidas, todas jogando com linha de quatro, e hoje um time que oscilou entre três zagueiras e uma linha de cinco… O que traz dificuldades diferentes, traz leituras diferentes e, óbvio, esse time dentro de campo tem a capacidade de se adaptar o mais rápido possível, ter a leitura e fazer movimentos que sejam favoráveis para sair as jogadas. Então, fico muito feliz pelo desempenho”, completou o comandante.

Apesar do placar elástico, o Corinthians não teve amplo domínio sobre o Internacional e saiu para o intervalo com a vantagem de apenas um gol. O Timão voltou a balançar as redes nos dez minutos finais do confronto, com Yasmim, de falta, e Vic Albuquerque. Na opinião de Piccinato, as Brabas oscilaram na primeira etapa, mas se sobressaíram nos 45 minutos finais.

“Primeiro tempo acho que a gente não conseguiu manter e sustentar um nível legal de atuação, mas acho que o segundo tempo, foi um tempo em que a gente dominou todas as ações do jogo. Sofremos um pouquinho nas bolas paradas, o que é natural: o time do Inter é um time que tem uma boa batida e boas cabeceadoras. Mas soubemos jogar o segundo tempo com muito maturidade e sair com o resultado”, analisou.

O Corinthians segue isolado na liderança do Brasileirão Feminino, com 12 pontos , resultados de quatro vitórias em quatro partidas disputadas. O próximo compromisso oficial das Brabas será somente em 12 de abril, quando enfrenta o Santos na Vila Belmiro.

Veja mais em: Lucas Piccinato, Jaqueline, Gabi Portilho, Corinthians x Internacional, Campeonato Brasileiro e Corinthians Feminino.

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