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Raphael Laruccia comandou o Corinthians no triunfo sobre o Vitória

Raphael Laruccia comandou o Corinthians no triunfo sobre o Vitória

Jhony Inacio / Meu Timão

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'Saber sofrer'

Interino do Corinthians analisa controle do jogo em vitória e explica formação ofensiva

Por Matheus Fiuza, Victor Gomes, Vitor Chicarolli e Matheus Quintino

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No triunfo do Corinthians nesta quinta-feira diante do Vitória, por 3 a 2, pelo Brasileirão , Raphael Laruccia foi o responsável pela equipe à beira do campo. O interino do Timão analisou a partida e destacou o segundo tempo, que terminou com gol heroico nos acrécimos.

"Na maior parte do tempo, estivemos à frente do placar. Naturalmente, o jogo se torna um pouco mais de controle, tentativa de controle e mais disposição do adversário. É um movimento de certa forma natural que acontece e a gente tenta estrategicamente inibir esse movimento. Se pegar os números do jogo, a equipe do Vitória teve bastante posse, mas chegava pouco ao nosso gol, conseguimos controlar bem os espaços. Esse foi um ponto importante e é necessário adquirir a maturidade nesses momentos, saber sofrer um pouco. Costumo dizer que em 90 minutos você não consegue controlar o jogo inteiro, você precisa ser resiliente e resistir nesses momentos de dificuldade", disse em entrevista coletiva na Neo Química Arena.

Após levar a melhor na primeira etapa, o Corinthians pouco produziu na segunda etapa, enquanto o Vitória dominava a posse de bola, com 61% segundo números do Sofascore, apesar de apenas uma grande chance criada, que resultou no empate de pênalti na reta final. Raphael Laruccia, no entanto, não enxergou controle da equipe baiana e destacou o papel defensivo do Timão para tirar o ritmo do jogo.

"Acho que esse conforto, como você cita, engana um pouco. O Vitória teve muita posse, de certa forma tinha mais o controle relativamente, mas machucava pouco, chegava pouco ao nosso gol e controlávamos bem os espaços. Óbvio que chegaram algumas vezes e situações ali no último terço trouxeram certo perigo, mas se formos buscar alguma defesa muito crucial do (Matheus) Donelli no segundo tempo, vamos ter que pensar um pouquinho para encontrar. Não acredito que seja conforto, mas talvez um controle nosso sem a bola também", afirmou.

O treinador foi recompensado com uma das mexidas na segunda etapa. Giovane foi acionado no lugar de Yuri Alberto, aos 38 minutos, e se tornou o herói da noite ao marcar o gol da vitória aos 50 minutos. Apesar de outras opções no ataque, caso de Pedro Raul, Laruccia esclareceu a proposta com o jovem atacante, pensando em incomodar o adversário.

"No momento da entrada a gente tenta fazer uma inversão com um 4-4-2 com losango por dentro. A ideia era ter dois atacantes com mais mobilidade, Romero e Giovane, para tirar um pouco do conforto do Vitória naquele momento, e também conseguir dar mais solidez no meio-campo. Com a saída do Raniele, a gente perde bastante combate e tentamos encontrar uma solução para a solidez no meio-campo e tirar o conforto. A opção foi meramente por isso, é um atleta que conhecemos há bastante tempo e sabia da capacidade dele, principalmente de finalização que poderia nos trazer para o jogo".

"Na verdade, não é um comparativo entre jogadores (com Pedro Raul), mas entre características para o momento e para a ideia. O Pedro é um jogador experiente, contamos com eles, tem papel de liderança, é respeitado, é um atleta que vai nos ajudar daqui para frente", disse Laruccia.

Para o duelo, o Timão contou com uma formação diferente devido à suspensão de Breno Bidon, com o tripé de meio-campo formado por Raniele, Rodrigo Garro e Igor Coronado. Raphael Laruccia, mesmo com pouco tempo de trabalho, optou por pensar na melhor estratégia diante da equipe baiana.

"Como temos pouco tempo de trabalho para implementar uma filosofia, temos focado nas questões estratégicas. Esse 4-1-4-1 foi pensado estrategicamente para o jogo para que a gente buscasse alguns encaixes no campo de acordo com a proposta que o Vitória traria para o jogo. A ideia era ter um pouco de solidez na última linha defensiva, com a presença do Raniele fazendo essa função, dar essa proteção e ter solidez. O 4-1-4-1 é mais estratégico do que filosofia de jogo. Dentro da filosofia, gosto de ter repertório e opções táticas e comportamentais, não me prendo a uma formação, gosto de ter autonomia para desenvolver diferentes ideias e gerar dúvidas nos adversários", finalizou.

Com o resultado, o treinador ajudou o Corinthians a encerrar a sequência de nove jogos sem vitória no torneio nacional, chegando aos 12 pontos e figurando na 17ª colocação . Sem a garantia de um novo técnico para o próximo compromisso, o Timão vai iniciar sua preparação de olho no Cruzeiro, em confronto marcado para domingo, às 16h, no Mineirão, pela 15ª rodada.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro e Corinthians x Vitória.

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  • Comentários mais curtidos

    César Vilela #25

    O interino do sub 20 fez e entendeu mais do jogo que o Antônio Oliveira, se ele tivesse no comando duvido que teria ganho esse jogo...

  • João Souza

    A escalação com apenas um volante foi perfeita

    Precisa só aperfeiçoar

    Coisa de treino e jogo a jogo
    Fazer as pontas ajudarem na marcação

    Pra um jogos em casa apenas
    um volante
    Dois meias de criação
    Dois pontas e Yuri

    Fazer entender que em escanteio não precisa de dois caras lá na cobrança

    Vem um pra sobra de frente a área exatamente onde garro fez o gol

    Ensaiar mais jogadas
    No escanteio mesmo todos na marca da caal e depois se movimentar pra ter impulsão

    Pra jogos fora
    3volantes
    Raniele, Bidon e Mateus Araújo
    Mais a frente
    Garro e Coronado
    E no ataque
    Wesley e Yuri

    Isso pra jogos fora

    Arruma a casinha não é difícil é que falta peças

    Mas temos jogadores

    Exemplo de hoje é Giovanne e eu comentei dele entrar jogando mais cedo antes do jogo

    Mais é isso

    Vai Corinthians

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  • Todos os comentários (53)

    Jean Alexandre #20

    Ok

  • Fernando Zemetek #39

    No tempo em que o Corinthians jogava bola d verdade esse "controle do jogo" se chamava "cozinhar o galo"
    Mas naquela época sabiamos que era só apertar pra fazer mais 2 ou 3 e decidir o jogo

  • Manoel Barbosa

    Pelos menos é bom de palavras...e saiu daquele 4,4, 1..e gosta de mudar esquema de jogo conforme adversário

  • Wilson Balera #7

    Depois de ontem não da pra ter essa zaga do Corinthians de novo.

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