Nesta segunda-feira, dia 2 de dezembro, acontecerá a votação do possível afastamento de Augusto Melo do cargo de presidente do Corinthians, com a presença de torcedores na parte interna do Parque São Jorge . O mandatário alvinegro, inclusive, não escondeu a insatisfação com a abertura do processo.
Segundo Augusto Melo, a situação não passa de um "golpe". De acordo com o presidente, os responsáveis pelo processo não apresentaram argumentações e só estão insatisfeitos com o bom mandato feito pela atual gestão. Vale lembrar que a Fiel apoiou o presidente em Criciúma, no último sábado.
"É um golpe, não tem embasamento, não tem legitimidade, eles não têm motivo para isso. Eles sabem que a gente está colocando o Corinthians nos trilhos de novo, com toda essa estrutura que nós estamos montando profissionalmente. O clube, hoje, está cheio de família, de crianças, as pessoas que têm seus comércios lá dentro, todas felizes. Nós estamos criando uma estrutura profissional para o Corinthians, e talvez isso esteja incomodando alguém", disse o mandatário em entrevista à Central do Timão.
Na sequência, Augusto Melo exaltou o trabalho feito no clube desde janeiro e disse que o processo de impeachment é motivado pela "abstinência do poder". O presidente, inclusive, destacou as vantajosas parcerias feitas nos meses de mandato.
"Isso se chama abstinência do poder. Nós estamos trabalhando para que o Corinthians cresça cada dia mais, melhore sua situação e é o que vem acontecendo. Nós assumimos o clube em janeiro, numa situação complicada, com direitos de imagem atrasados, salários atrasados, não tínhamos elenco, não tínhamos um time de futebol, não tínhamos credibilidade para comprar jogadores. Erramos no começo em algumas situações, fogo amigo, acreditei em algumas pessoas, mas corrigimos e procuramos estruturar a parte financeira, que era o mais difícil. Com toda humildade, buscamos as maiores parcerias da história do futebol, fizemos mais de R$ 1 bilhão de parceria, que começará, a partir do ano que vem, dar frutos para o Corinthians", completou Augusto Melo.
Romeu Tuma Jr. defendeu o andamento do processo, afirmando que o trabalho envolveu a Comissão de Justiça, o próprio Conselho Deliberativo e a Comissão de Ética, que chegou a recomendar a suspensão da votação. O órgão defende que o impeachment deve voltar à pauta somente após o fim das investigações policiais sobre o caso Vaidebet, citada em um possível esquema de laranja na intermediação do antigo acordo de patrocínio máster com o clube .
Para ocorrer o impeachment, é necessária maioria simples no Conselho, o que resultaria em afastamento imediato do presidente - Osmar Stabile, primeiro vice do Timão, que assumiria de maneira interina. A permanência definitiva ou não caberá aos sócios do clube em assembleia geral.