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Corinthians entrega balanço ao CORI com dívida de R$ 2,5 bilhões e recorde de faturamento

Corinthians entrega balanço ao CORI com dívida de R$ 2,5 bilhões e recorde de faturamento

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Balanço

Corinthians entrega balanço ao Cori com dívida de R$ 2,5 bilhões e recorde de faturamento; confira

Por Bruno Pantarotto e Marco Bello

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Na noite da última sexta-feira, o Corinthians apresentou o balanço financeiro de 2024 aos órgãos responsáveis pela fiscalização interna do clube. A dívida bruta atingiu a marca de R$ 2,568 bilhões. Em contrapartida, o Corinthians registrou o maior faturamento de sua história, alcançando R$ 1,1 bilhão, confome publicado no documento em que o Meu Timão teve acesso.

A diretoria alvinegra devia ter entregue o documento na última segunda-feira, dia 14, mas houve o atraso devido a "ajustes não conciliados" de acordo com o presidente Augusto Melo e o diretor financeiro do clube, Pedro Silveira. A data, aliás, já era um pedido extra do grupo, que tinha como prazo inicial o dia 31 de março.

Agora, a contas do clube serão votadas pelo Conselho Deliberativo no próximo dia 28. Em caso de reprovação por parte dos órgãos, abre a possibilidade de um novo pedido de impeachment do presidente Augusto Melo. Importante também destacar que os números precisam ser publicados, após a análise dos Conselhos, até o final do mês, de acordo com a Lei Geral dos Esportes.

Abaixo, o Meu Timão traz um resumo de todo o balanço entregado ao Cori. Confira!

Receitas e despesas

Em 2024, o Corinthians atingiu um faturamento recorde, superando a marca de R$ 1,1 bilhão. As receitas recorrentes — como patrocínios, bilheteria, programa Fiel Torcedor e licenciamento da marca — cresceram 13%, enquanto a receita com venda de jogadores teve um aumento de 35%. Em 2023, o faturamento foi de R$ 937 milhões.

O documento destaca que, ao longo de 2024, o Corinthians promoveu mudanças no elenco profissional e também reestruturou sua equipe administrativa, o que resultou em um aumento nos gastos com pessoal. Com exceção da multa referente à Pixbet, as demais despesas se mantiveram próximas ao nível registrado em 2023.

Incluindo a renegociação das despesas logísticas do elenco profissional, a multa da Pixbet no valor de R$ 40 milhões e um investimento de R$ 19 milhões nos custos com pessoal do futebol (masculino, feminino e categorias de base), o total chegou a R$ 716 milhões — dos quais R$ 429 milhões foram destinados exclusivamente ao pagamento de pessoal. Em 2023, esse valor total foi de R$ 627 milhões.

Endividamento

De acordo com o documento, foram contabilizados R$ 191 milhões em dívidas e/ou contingências originadas em 2023 ou em anos anteriores. Dessa forma, para fins de gestão, o resultado de 2024 e o passivo de dezembro de 2023 serão ajustados nas próximas análises. Abaixo, está a lista dos ajustes gerenciais, segundo a gestão atual:

  • Ajuste no saldo devedor do parcelamento do Profut junto à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional);
  • Contingências já existentes em 2023 classificadas como prováveis, mas que não haviam sido contabilizadas;
  • Parcelamento de ISS sobre bilheteria junto à Prefeitura de São Paulo, que vinha sendo discutido por gestões anteriores e foi efetivado em 2024;
  • Contingências registradas em 2024, mas referentes a dívidas originadas e acordos firmados em anos anteriores;
    Exemplo: Processo da Fazenda Pública do Estado de São Paulo (R$ 14 milhões).

Com os ajustes, o endividamento líquido passou para R$ 1,86 bilhões, com pouco menos de R$ 90 milhões em aumento do endividamento comparado a 2023 (R$ 1,78 bilhões).

No índice de endividamento, a alavancagem financeira é calculada com base na relação entre o endividamento líquido e a receita bruta total do período. Quanto mais baixo for esse índice, menor é a exposição do clube em relação às suas dívidas.

O indíce diminuiu em 12% comparado a 2023, saindo de 1,9x para 1,7x. Ou seja, entre o ano retrasado e 2024, o índice apresentou essa queda, indicando que o crescimento das receitas superou, proporcionalmente, o aumento do endividamento.

Passivo

Na evolução da dívida bruta, o crescimento foi de aproximadamente R$ 257 milhões: R$ 107 milhões a mais em investimentos no futebol, R$ 192 milhões referentes a contas a pagar (agentes, bancos, fornecedores) e uma redução de R$ 42 milhões com a quitação da CEF. Por outro lado, houve uma espécie de adiamento de R$ 150 milhões com a Liga Forte e União (LFU). Dessa forma, a dívida bruta chegou ao valor de R$ 2,568 bilhões.

O clube explica no balanço que a captação XP-LFU representou uma oportunidade de mercado, proporcionando um alívio imediato ao caixa de curto prazo e iniciando uma parceria estratégica voltada para o aumento de receitas. Também foram contabilizados como investimentos as dívidas assumidas com clubes, relacionadas à aquisição de direitos econômicos.

Com os bloqueios judiciais e as despesas financeiras, ocorreu um aumento de 70%, de R$ 207 milhões para R$ 347 milhões. Isso aconteceu por conta da variação cambial de 2024, que foi de R$ 26 milhões, em comparação com R$ 5 milhões positivos em 2023, resultando em uma diferença de R$ 31 milhões.

Resultados e conquistas

O Corinthians obteve resultados operacionais e líquidos superiores aos de 2023, registrando um superávit de R$ 9,5 milhões. No entanto, segundo o documento, as dívidas anteriores geraram um prejuízo contábil de R$ 182 milhões, gerando um efeito oposto em relação a 2023.

A Neo Química Arena apresentou desempenho operacional acima do previsto no orçamento, com R$ 91,1 milhões, enquanto previa-se o custo de R$ 77,6 milhões, porém os custos financeiros ligados ao financiamento do estádio acabam absorvendo boa parte do caixa gerado.

Abaixo, está a lista de conquistas financeiras da atual gestão do clube descrita no documento:

  • Aprovação do plano coletivo junto à CNRD, reduzindo o risco de punições esportivas no curto prazo;
  • Solicitação do Regime Centralizado de Execuções Cíveis (RCE);
  • Processo de negociação de transação tributária em curso;
  • Acordos relacionados a dívidas na Fifa seguem em fase de negociação;
  • Responsabilidade financeira nas janelas de transação de atletas, mesmo com inflação do mercado;
  • Implementação de acompanhamento orçamentário, com metas agressivas por departamento;
  • Acompanhamento diário do fluxo de caixa com projeções de médio e longo prazo;
  • Reconquista da confiança no mercado financeiro (bancos, fundos e parceiros);
  • Parcerias estratégicas (LFU e CazéTV);
  • Salários em dia com elenco.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Dívida do Corinthians e Augusto Melo.

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159 Comentários Comentar >

  • Comentários mais curtidos

    Eduardo Martin #7.945

    Acredito que a dívida aumentou tanto pq eles incorporaram o estádio e algumas outras coisas que a R&T não considerava, além dos juros.

  • édson Soares

    Os números assustam e traz esperança de dias melhores.
    Lembrem-se, se continuar desse jeito em 10 anos a dívida caíra para menos da metade.
    O problema das gestões anteriores era justamente o ponto que o Augusto está atacando, essa inadimplência excessiva estava matando clube.
    Agora com acordos sendo firmados, com planos que realmente são condizentes com a realidade financeira do clube, temos condições de desinflar essa dívida monstruosa.
    Sei que muitos cornetam o AM, mas no cenário que estamos ele está adotando uma boa estratégia.

  • Todos os comentários (159)

    Vinícius Carneiro

    Cara, o mais importante eles não falaram: O que eu quero saber é o botom line. Qual o valor dos Ativos, qual o valor dos Passivos e Qual a diferença entre os dois. É tão difícil falar isso?

  • Jose Geraldo #2

    Assim é complicado.
    Dinheiro alto demais.
    #VAI CORINTHIANS

  • Ale Timão #6.735

    Tudo isso é mais do mesmo... Coisas erradas, negócios errados, 700 milhões de aumento da dívida é muita coisa... Sai ruim entra pior... SAF JÁ...

  • Roberto Diniz #5.249

    A atual diretoria aumentou as receitas e tenta estancar às dividas deixadas por gatunos que comandaram o clube em gestões anteriores.

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