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Romeu Tuma Júnior falou após a aprovação de impeachment de Augusto Melo

Romeu Tuma Júnior falou após a aprovação de impeachment de Augusto Melo

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'Vida que segue'

Presidente do Conselho lamenta votação do impeachment e explica próximos passos no Corinthians

Por Matheus Fiuza, Matheus Pogiolli e Victor Gomes

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Nesta segunda-feira, o Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians aprovou o impeachment e o afastamento temporário do presidente Augusto Melo . Romeu Tuma Júnior, presidente do CD, falou sobre a reunião e os próximos passos no clube.

"Não é um momento feliz para o Corinthians, mas é o que está no Estatuto. O andamento do processo foi como tem que ser nos termos da legislação. A reunião não foi uma reunião feliz, obviamente, mas é o que tem que ser. A defesa teve oportunidade de se manifestar, a Comissão de Ética e o Conselho deliberaram nos termos do artigo 107. O presidente foi destituído e é uma destituição cautelar. Temos que aguardar a assembleia geral de sócios. O primeiro vice-presidente já tomou posse e assinou o termo até por questões legais, para ter acesso aos bancos e para o clube não vai parar. Agora, vida que segue. Vamos tirar o clube das páginas que não nos interessam e evidentemente recolocar nas páginas esportivas", disse em entrevista coletiva no Parque São Jorge.

A votação no Salão Nobre da sede social do Timão teve ampla vantagem para a aprovação do impeachment, sendo 176 votos a favor, 57 contrários e um nulo. Dentre os 236 conselheiros, um deles não votou (Kadu Melo, sobrinho de Augusto Melo) e outro se absteve (Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho). Pouco antes do encontro, Augusto já havia demonstrado tom de derrota em pronunciamento à imprensa .

Com o afastamento de Augusto Melo, Osmar Stabile, primeiro vice do clube, assume de maneira interina, acompanhado do segundo vice, Armando Mendonça. Ambos vão conceder entrevista coletiva nesta quarta-feira, às 15h. Tuma detalhou que Stabile terá direito a atuar normalmente no cargo enquanto estiver na liderança do executivo, inclusive a mudar diretores empossados.

"O presidente que assumiu terá seu planejamento. Temos que lembrar que o sócio elegeu uma chapa, essa chapa continua no poder. O vice-presidente assumiu. O que foi destituído foi o presidente eleito na chapa, mas o primeiro vice assumiu como o Estatuto. Temos cinco dias para convocar a assembleia dos associados, e vida que segue. O presidente, enquanto estiver interinamente no cargo, tem liberdade para tomar decisões. A diretoria é demissionária. O novo presidente tem que convocar a nova direção", explicou.

"Os diretores são demissionários no afastamento cautelar. Para não ter o constrangimento, os cargos ficam livres para que ele (novo presidente) possa fazer o que for. Se ele quiser reconduzir algum diretor que for conselheiro, teremos que fazer um estudo. Vai depender do presidente", complementou Tuma.

Como consta no Estatuto, Tuma deve, em cinco dias, convocar a assembleia extraordinária de associados, que votará a destituição definitiva ou a recondução de Augusto Melo à presidência. Não há prazo estabelecido para a realização da votação com os sócios do clube.

"Não sei a data ainda que será marcada, vou estudar com calma. Fui acionado diversas vezes na Justiça, tive que me defender. A Justiça confirmou que todas as atitudes tomadas pelo Conselho foram dentro da lei, do estatuto. Todos os direitos foram preservados e de todos no processo, estamos de consciência tranquila, agimos no rigor do estatuto. Vamos tomar decisão oportuna no momento correto. Temos que avaliar algumas coisas do estatuto. Deixando claro, noventa dias antes de qualquer assembleia, não é permitida anistia, não é possível parcelamento. Tudo isso está previsto no estatuto. Não queremos mais confusão dentro do clube. A prioridade, para todos nós, do Corinthians hoje é fazer tudo dentro das regras. Temos que mudar tudo que a regra manda", destacou Tuma.

Eleito em novembro de 2023, Augusto Melo sofreu impeachment pelo caso VaideBet, em que foi indiciado pela Polícia Civil por lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado . As autoridades investigam um esquema de "laranja" nos repasses dos valores no contrato de intermediação com a ex-patrocinadora. Em caso de aprovação para destituição definitiva, Tuma complementou com os possíveis candidatos à presidência.

"Se efetivamente a Assembleia Geral ratificar a decisão do Conselho, nós temos uma nova eleição dentro do Conselho. É o que a gente chama, e que vocês estão acostumados a chamar de eleição indireta. O Conselho foi eleito pelo associado, então, associado, pelo Estatuto, dá liberdade para quando há vacância no cargo, definitiva, o Conselho Deliberativo, através dos seus representantes, representantes dos sócios, elejam o novo presidente se faltarem mais de seis meses para terminar o mandato. É o Conselho, os candidatos são do Conselho e o Conselho vota no candidato que se apresentar no momento oportuno, e é eleito o presidente que vai seguir até o fim do mandato", concluiu.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Augusto Melo e Impeachment.

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