Na vitória do Corinthians sobre o Atlético-MG por 1 a 0 , no último sábado, na Neo Química Arena, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Timão contou com o retorno de Dorival Júnior após ele cumprir uma dupla punição, resultado de um cartão amarelo e uma expulsão no empate, por 1 a 1, contra o Internacional, no dia 1º de outubro .
Na ocasião, o técnico foi advertido após discordar de um pênalti assinalado no último minuto pelo árbitro Rodrigo José Pereira de Lima, chamado pelo VAR Gilberto Rodrigues. Carbonero bateu e empatou a partida. Dorival admitiu que as punições foram corretas, mas fez duras críticas ao árbitro, alegando que a súmula não correspondeu ao que de fato foi dito.
“Primeiro que eu fiquei muito chateado porque as colocações da arbitragem na súmula, em relação àquilo que foi falado, não foram aquilo que realmente eu falei ao me dirigir à arbitragem. Que eu deveria ter sido expulso, sim, eu deveria. Eu me excedi. Agora, não com as palavras que foram usadas na súmula. Então, isso para mim descaracteriza toda a condição que foi colocada ali. Mas eu respeito. Nós vamos para um julgamento agora, naturalmente, sem a possibilidade de uma defesa um pouco mais direta, porque aquilo é um documento e que vale naturalmente como uma prova em relação à tua conduta, mas que não foi verdadeira em sentido nenhum”, afirmou Dorival.
“Ele teve que pedir policiamento para me retirar do campo, mentira essa condição. E a segunda é uma frase que eu não disse. Volto a dizer que eu merecia a expulsão, sim, mas não foi a frase que eu disse na saída. Outras foram proferidas. Até porque a revolta foi muito grande em razão de uma atitude dele errada naquela partida. Mas ponto. Eu tenho que entender isso aí”, completou.
Segundo a súmula, o árbitro relatou que Dorival foi expulso por “realizar gestos ostensivos e proferir as seguintes palavras: ‘isso é uma vergonha, olha o que você está fazendo, isso é uma palhaçada’”. Além disso, o documento cita que o técnico se recusou a deixar o campo, sendo necessário que fosse contido por auxiliares para sair do gramado.
Apesar de ainda não ter sido denunciado ao STJD, o treinador poderia ser punido com suspensão de quatro a 12 partidas com base no Artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de agressão física ou conduta antidesportiva durante a partida. Caso sejam caracterizadas ofensas discriminatórias ou ultrajantes contra a arbitragem, a pena poderia ser ampliada com base no Artigo 243-G, que prevê suspensão de cinco a dez jogos.
Com Dorival no comando, o Corinthians volta a campo no próximo sábado, dia 25, para enfrentar o Vitória, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Barradão.