Questão para ser tratada jogo a jogo

Andrew Sousa

22 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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Questão para ser tratada jogo a jogo

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Questão para ser tratada jogo a jogo

Volante não tem característica de saída de bola e dificulta criação alvinegra

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A vitória do Corinthians contra o Deportivo Lara, por 2 a 0, foi totalmente construída na segunda etapa. Sem criar muitas chances no primeiro tempo, Fábio Carille sacou Ralf e lançou Gustavo, mudando o panorama da partida. A mudança, porém, não pode ser tratada unicamente como ousadia. Antes de tudo, ela é desnecessária - ou tinha de ser.

Qual a necessidade de entrar em campo com um volante puramente de contenção contra o 14º colocado do Campeonato Venezuelano? Não, não vou bater na polêmica tecla de que Ralf atrapalha a criação alvinegra. Aqui quero discutir apenas o momento em que ele pode ser útil.

Em coletiva concedida nesta quinta, o técnico alvinegro afirmou não gostar de montar sua equipe em função do adversário e da partida, mas alertou que até a Copa América isso será necessário.

"Não, ainda não encontrei o time ideal. Até a Copa América vou decidir o time de acordo com o adversário, e isso eu não gosto", pontuou.

O certo, então, era que Ralf não iniciasse esse confronto contra o Deportivo Lara. Assim como não o utilizaria em jogos dentro da Arena contra equipes mais reativas. Sem o camisa 15, o Corinthians propõe mais e, consequentemente, cria mais oportunidades de perigo.

É claro que escalar Jadson ao lado de Urso não é o ideal para embates frente a times mais qualificados, mas como já destaquei aqui na coluna, há a alternativa de utilizar Matheus Jesus, por exemplo. Quem sabe até Gabriel, que não é um primor técnico mas oferece bem mais que o ídolo Ralf com a bola nos pés.

Calma, torcedor. Ralf ainda é extremamente útil e importante, mas pode continuar com esses papéis na reserva. Que time não gostaria de ter o volante para uma situação em que precise segurar o resultado? Até mesmo diante de equipes mais qualificadas e extremamente ofensivas, como o Flamengo, adversário na Copa do Brasil.

Tão valorizada por Carille, a Copa América tem de servir para isso. Seria importante ter mais de um time/esquema ideal. Saber jogar com e sem o primeiro volante destruidor - preferencialmente sem ele. O Lara é fraco, mas foi muito legal ver o time atacante, criando desde a primeira linha do meio de campo.

É hora de pensar jogo a jogo e admitir que escalar Ralf é uma alternativa para determinadas partidas. É um dos meus maiores ídolos, mas quero ver o time com a bola, propondo e incomodando o adversário.

Veja mais em: Ralf.

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Por Andrew Sousa

21 anos, acadêmico de Jornalismo na Univali e fiel desde o primeiro de seus dias.

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