O Corinthians tem medo de usar a base e isso está escancarado

Beatriz Zoccoler

Beatriz Zoccoler, 19 anos e, com muito orgulho, estagiária do Meu Timão que tem como melhor característica ser corinthiana.

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O Corinthians tem medo de usar a base e isso está escancarado

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O Corinthians tem medo de usar a base e isso está escancarado

Meninos da base no último treino antes do jogo contra a Ponte Preta

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

É inevitável comparar o Corinthians com outros clubes quando se fala de base. O Corinthians, maior campeão da Copinha, tem medo de lançar seus garotos no profissional e isso está sendo mostrado para qualquer um ver. Eu te garanto: o Terrão não é ruim, o problema não são os jogadores (longe disso). Temos ótimos valores, alguns já prontos, outros que precisam ser lapidados, mas todos com muito potencial. E por que não utilizar?

Entra temporada, sai temporada e nós cansamos de pedir por um maior uso da base no Corinthians. Entra temporada, sai temporada e nós cansamos de ver isso acontecendo nos rivais e o Timão ficando pra trás.

Há alguns anos, o Corinthians pode até ter dado mais chances para os jovens, mas hoje em dia, esse processo é lento, complexo e às vezes nem chega a acontecer. Cultura de base é um tema que precisa ser prioridade dentro de um clube de futebol. Todo ano existem gastos com contratações para compor elenco, que nem precisariam ter sido feitas caso o clube olhasse para a sua base e visse que às vezes o que tanto procura está em casa.

O caminho de desenvolvimento de um atleta dentro do clube é algo delicado e precisa de muita atenção. É cuidado com o físico, mental, com a alimentação, pressão, cobrança, muito treinamento, inserção nos treinos, concentração, jogos, entendimento do estilo de jogo e muitas outras coisas. O que deveria ser unanimidade é que a base é um dos maiores patrimônios que um clube pode ter e tem que ser tratada da melhor maneira.

Ao olhar para os rivais, a diferença tem sido gritante. Sabemos que o Santos é um caso único no futebol brasileiro quando se fala dessa categoria, tem toda uma questão de cultura envolvida, mas é surreal como lá parece que o raio cai 10x no mesmo lugar - mesmo em meio ao caos. É um elenco cheio de moleques, que entram, jogam e fazem até gol na Libertadores aos 16 anos. Por lá, a base sempre salvou. Aqui, a pergunta é: quem salva a base?

O São Paulo exporta jogadores de Cotia para o Brasil e para o mundo. Toda temporada mistura os mais jovens com os experientes. O Corinthians tem uma dificuldade enorme em aproveitar seus garotos e os últimos casos revelam que essa dificuldade é triplicada quando o assunto é vender.

No caso do Palmeiras, as categorias de base passaram por uma profunda reformulação e se tornaram referência no país. Os garotos são utilizados e considerados indispensáveis por lá, sendo que foram fundamentais para a conquista de títulos na última temporada. Por aqui, é um embaraço e tanto para que ganhem alguns minutos no Campeonato Paulista.

Mancini disse recentemente que as portas estão abertas para os garotos, mas será que estão mesmo? É benéfico para o clube abusar do uso dos jogadores mais velhos e experientes no início do estadual, mesmo tendo um calendário apertado? Por que não dar espaço no time titular? Por que não fazer substituições mais cedo e dar mais minutos para os jovens?

Base é esperança. O Terrão salva. Mancini, por favor, deixa os garotos brincar.

Veja mais em: Base do Corinthians e Vagner Mancini.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Beatriz Zoccoler, 19 anos e, com muito orgulho, estagiária do Meu Timão que tem como melhor característica ser corinthiana.

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