Será mesmo que comissão e jogadores do Corinthians sabem o que é jogar Libertadores?
Opinião de Beatriz Zoccoler
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Ramón Díaz e Emiliano Díaz no duelo diante da UCV pela Libertadores
Foto: Jhony Inácio / Meu Timão
A derrota do Corinthians por 3 a 0 para o Barcelona, no Equador, expôs de forma cruel as fragilidades do time comandado por Ramón e Emiliano Díaz. Desde 2021, quando venceu o Santos na fase de grupos, o Barcelona não havia vencido mais nenhum clube brasileiro, somando seis empates e seis derrotas. Mas, no jogo desta quarta-feira, a equipe equatoriana, mesmo com um elenco novo e com pouco ritmo de jogo em 2025, superou o Corinthians em todos os aspectos: físico, técnico e tático.
A comissão técnica do Corinthians sempre se orgulhou de sua experiência na Libertadores, afirmando em coletivas que sabe jogar essa competição. No entanto, o que se viu em campo até agora foi uma equipe desorganizada, que flertou com o perigo contra a Universidad Central da Venezuela e, agora, sofreu um verdadeiro baile do Barcelona. A tentativa de variação tática, com três esquemas diferentes ao longo da partida, só expôs a falta de noção do que esse jogo significava.
Mais alarmante ainda é o fato de que o Barcelona estava desfalcado. Apesar disso, a equipe equatoriana mostrou um ritmo de jogo mais intenso, venceu os duelos individuais e, taticamente, foi muito superior. Isso revela uma preparação física e psicológica muito mais eficiente do que a do Corinthians, que, apesar de ter jogadores com mais experiência em competições internacionais, não conseguiu sustentar uma atuação competitiva.
Em um torneio como a Libertadores, a experiência (dos técnicos e dos jogadores) é importante, mas não basta. O Corinthians precisa entender que, para ser relevante no torneio, é preciso mais do que discursos vazios.
Para o jogo da volta, em Itaquera, o time precisa de ação dentro de campo: melhor organização tática, mais intensidade e, principalmente, uma postura mais profissional. Caso contrário, continuará perdendo em duelos da Libertadores, para equipes que mesmo sem grandes estrelas, sabem se comportar de maneira mais madura e eficiente. O campo fala.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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