O amadorismo é um problema que ninguém questiona

Danilo Augusto

Corinthiano e programador dedicado que tem um orgulho imenso de ter criado essa comunidade chamada Meu Timão.

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O amadorismo é um problema que ninguém questiona

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Opinião de Danilo Augusto

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O amadorismo é um problema que ninguém questiona

Duílio e Andrés Sanchez não recebem salários para trabalhar no Corinthians

Foto: Rodrigo Vessoni / Meu Timão

Veja os treze nomes abaixo:

  1. ANDRÉS SANCHEZ
    Presidente da Diretoria
  2. EDNA MURAD HADLIK
    1ª Vice-Presidente da Diretoria
  3. ALEXANDRE HUSNI
    2º Vice-Presidente da Diretoria
  4. DUÍLIO MONTEIRO ALVES
    Diretor de Futebol
  5. MATIAS ANTONIO ROMANO DE ÁVILA
    Diretor Financeiro
  6. FABIO TRUBILHANO
    Diretor de Negócios Jurídicos
  7. ANDRÉ LUIZ DE OLIVEIRA
    Diretor Administrativo
  8. AURELIO DE PAULA
    Diretor de Patrimônio e Obras
  9. VICENTE CÂNDIDO DA SILVA
    Diretor de Relações Institucionais e Internacionais
  10. WELLINGTON DOS SANTOS RASO CARDOSO
    Diretor Social
  11. DONATO VOTTA DE CARVALHO FILHO
    Diretor de Esportes Terrestres
  12. MARCO ANTÔNIO DE S. SOARES DE PAULA
    Diretor de Esportes Aquáticos
  13. CARLOS ROBERTO ELIAS
    Diretor Cultural

O que todos eles têm em comum?

São diretores e/ou presidente do Corinthians e não ganham salário para isso.

Sendo assim, ou eles não precisam de dinheiro, ou o Corinthians acaba sendo uma atividade secundária na vida deles. O Corinthians é comandado por quem, literalmente, tem mais o que fazer. Isso é tão amador que é difícil compreender como um clube tão grande nunca mudou o estatuto para se profissionalizar.

Imagine esse cenário numa empresa grande, que luta por uma competitividade para fazer seu produto ser líder de mercado. Imaginem, sei lá, a Coca-Cola, a Ford ou uma empresa nacional como a Positivo, a Folha de São Paulo, Bombril... Qualquer empresa que atinja 30 milhões de clientes.

Agora pense na hipótese de o presidente da Coca-Cola não receber salário e ainda dividir seu tempo com outra profissão. Ou se o diretor financeiro, por exemplo, da Folha de São Paulo tivesse um emprego de segunda a sexta em outro local de trabalho. Se um diretor da Ford aparecesse na empresa quatro vezes por mês.

Soa tão absurdo como é, hoje em dia, no Corinthians.

Jogadores de futebol tinham o mesmo dilema no início do século passado, mas por volta de 1920 e 1930, todos acabaram se profissionalizando. Hoje, um jogador de futebol sem receber salário é coisa de clube amador.

Sem profissionalismo, não há gana profissional por metas, resultados. Tudo bem se não fechar os naming rights por seis anos. Tudo bem se o clube tiver uma dívida de 170 milhões de reais no exercício atual. Tudo bem assinar um contrato de patrocínio bem abaixo do valor de um clube com menor audiência. Afinal, qual é o problema de perder um emprego não remunerado?

Veja mais em: Andrés Sanchez, Duílio Monteiro Alves e Diretoria do Corinthians.

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