O apelido de porco não veio à toa

Danilo Augusto

Corinthiano e programador dedicado que tem um orgulho imenso de ter criado essa comunidade chamada Meu Timão.

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O apelido de porco não veio à toa

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Opinião de Danilo Augusto

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O apelido de porco não veio à toa

Jogadores reclamando de anulação do pênalti

Foto: Reprodução/Internet

28 de abril de 1969, um acidente de carro tira a vida de dois jogadores do Corinthians. O lateral direito Lidú e o ponta esquerda Eduardo morreram ao colidir com uma pilastra de sustentação da ponte da Vila Maria, na Marginal Tietê, após uma partida do Timão.

O Campeonato Paulista daquele ano estava em andamento. O Corinthians, além de perder duas vidas, perdeu dois funcionários, dois atletas. Pensando em prosseguir, a diretoria do Timão pediu à FPF para inscrever dois jogadores no lugar dos recém-falecidos. O presidente da FPF disse que autorizaria se, em votação unânime, as 14 equipes da competição fossem a favor da inscrição de dois novos atletas do Corinthians.

Lido e Eduardo à esquerda e o carro do acidente fatal à direita

Lido e Eduardo à esquerda e o carro do acidente fatal à direita

Arquivo

Na votação, 13 equipes foram a favor, uma votou contra, inviabilizando a reposição dos dois atletas. A atitude repugnante fez o time ser apelidado de "porco". Mais tarde, a própria torcida deles se orgulharia do nome, e canta isso nos estádios até hoje, pouco se lembrando que o mascote do time é um periquito e que "porco" é um lembrete que a instituição colocou como valores a competição acima da vida humana.

Agora, 49 anos mais tarde, e com prazer de ser chamado de porco, o mesmo clube pede anulação de uma final de campeonato em que é sabido que o árbitro acertou ao anular um pênalti. Mais uma vez, querendo ganhar a qualquer custo, fora dos gramados.

Lance que resultou no motivo do Palmeiras querer anular a final

Lance que motivou o rival querer anular a final do Campeonato Paulista

Reprodução/TV

Veja que não é "só" um jogador mentindo no calor do jogo. Não é "só" um líder de uma torcida organizada do clube falando em comprar o árbitro e sequestrar a mãe do Carille. Desta vez é a instituição, o próprio rival, fazendo tão feio como fez o Fluminense quando virou o desgosto nacional em 2013. Tampouco é a primeira vez. Em 2012, o clube da Barra Funda tentou anular uma partida depois que o árbitro anulou corretamente um gol de mão do atacante Barcos. A diretoria também alegou "interferência externa", mas acabou sendo motivo de chacota para o STJD.

Para mim, você se apequenou, rival. Se apequenou ao chamar o campeonato de paulistinha depois de ter poupado atletas na Libertadores para chegar com força máxima à final contra nós. Se apequenou, pois sabe que o árbitro não errou, mas ainda busca uma saída vexatória para tentar diminuir o próprio vexame, que só aumenta.

Que desgosto, esperava mais de vocês. Mas lembrando bem, vocês são porcos.

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