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O provável adeus de um ídolo
Elian Sousa

Estudante de Design e corinthiano desde 2004. Social Media no Meu Timão.

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O provável adeus de um ídolo

Coluna do Elian Duarte de Sousa

Opinião de Elian Sousa

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O provável adeus de um ídolo

Romero em seu anúncio no Corinthians e erguendo a taça da Copa do Brasil, 11 anos depois.

Foto: Ag. Corinthians e Danilo Fernandes / Meu Timão

31 de dezembro de 2025 está aí e, com isso, se encerrará o contrato de Ángel Romero com o Corinthians.

Há 11 anos, em junho de 2014, o Timão anunciou a contratação do até então quinto paraguaio a vestir a camisa alvinegra. O jovem, com pouco mais de 20 anos, chegou para compor um grupo recheado de nomes já consolidados. E, de início, foi exatamente assim: Romero normalmente só entrava na segunda etapa das partidas — e foi meio complicado.

Lembram que no começo até brincavam dizendo que o Corinthians tinha contratado o irmão Romero errado? Supostamente, o Óscar era muito melhor que o Ángel - piada essa que caiu por terra depois de anos.

Mas sobre uma coisa nunca puderam zombar: da sua entrega.

Nas poucas aparições nos seus dois primeiros anos, a torcida começou a respeitá-lo pela sua vontade dentro de campo. Até viralizou na época um lance dele correndo até a linha de fundo e buscando uma bola “perdida”. A gente sempre gostou disso. A premiação veio no fatídico 6 a 1 contra o São Paulo, uma atuação que o fez merecer mais oportunidades no time titular.

E, em 2016, finalmente a constância veio. Em 56 jogos, Romero marcou 15 vezes e foi o artilheiro do time em uma temporada não tão boa do Corinthians. Nada mal para um até então ponta. No mágico ano de 2017, foi extremamente importante em momentos decisivos do Paulistão e Campeonato Brasileiro. Até que o seu auge chegou na temporada seguinte.

A fase artilheira do centroavante improvisado rendeu até paródia. “Romero é pauleira” virou hit até pra quem não era torcedor. Na falta de um atacante, foi ele que segurou a bronca.

A saída em 2019 foi conturbada. Logo no início do ano, após a polêmica negociação para a renovação do seu contrato, foi separado do restante do elenco e saiu para o Cerro Porteño. No primeiro momento, a sensação era de ingratidão, mas nenhum de nós sabe exatamente o que aconteceu.

Depois de passar por outros times na América, Ángel retornou ao Corinthians em 2023 para, na minha opinião, cravar seu nome na história. Foram apenas oito gols, mas alguns extremamente importantes na reta final do campeonato, quando o clube brigava para não cair, como os dois contra o Vasco e Grêmio, ambos os jogos fora de casa.

Já como um líder no elenco, liderou o vestiário em outro ano conturbado e foi o vice-artilheiro, atrás somente de Yuri Alberto, que foi o maior goleador do Brasil em 2024.

E chegou 2025, o provável último ano no Corinthians - que merecia muito se encerrar com a taça da Copa do Brasil. Esse texto todo não foi para tentar defender o Romero, os fatos estão aí e a história foi escrita. Tampouco pedir sua renovação, pois acho que o ciclo deve de fato se encerrar. Apenas escrevi para devolver o respeito que ele sempre pregou para com o Sport Club Corinthians Paulista.

Durante todos esses oito anos em Itaquera, Romero se tornou um torcedor em campo. A postura do paraguaio dentro e fora dos gramados sempre foi um verdadeiro exemplo para os demais, e isso o aproximou do corinthiano.

Por muito tempo, o maior artilheiro da Neo Química Arena. O estrangeiro com mais partidas pelo Corinthians, 22º jogador que mais atuou e 32º que mais marcou em toda a nossa história. Foquinha em pleno Dérbi. Apoio público na campanha de quitação do estádio feita pela torcida. Três Paulistas, dois Brasileiros e uma Copa do Brasil - se você quiser contar o início de 2019, quando foi impedido de jogar, bota mais um Paulistão na conta. Apenas alguns feitos dele por aqui.

Não há nada oficializado, mas neste iminente último dia, quero deixar registrado tudo isso para lembrá-los do tamanho do camisa 11 na nossa história. Goste você ou não.

Obrigado por tudo, Ángel Rodrigo Romero Villamayor, ídolo do Corinthians.

Veja mais em: Romero, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Campeonato Paulista.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Elian Duarte de Sousa

Estudante de Design e corinthiano desde 2004. Social Media no Meu Timão.

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