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Festa da Fiel!
Ginásio Wlamir Marques durante o duelo entre Corinthians e Campo Mourão
Foto: Beto Miller / Corinthians
O Ginásio Wlamir Marques lotado explicou tudo o que é ser Corinthians
Opinião de Felipe Sales
Geralmente, utilizamos o espaço da coluna no Meu Timão para analisarmos algum tema, destrincharmos decisões internas do clube ou compartilharmos nossas opiniões sobre o que envolve o Corinthians. Desta vez, porém, faço um pouco diferente.
Reservo este espaço para dividir com vocês a emoção de acompanhar um jogo da equipe de futsal com o Ginásio Wlamir Marques absolutamente lotado, com 5.604 torcedores.
Na noite da última quinta-feira, a Fiel marcou presença em massa na segunda partida das semifinais da Liga Nacional de Futsal. O Corinthians já carregava a vantagem da vitória por 1 a 0 sobre o Campo Mourão fora de casa e precisava apenas de um empate para garantir a vaga na sua quarta final nacional. Mas, como sempre acontece no Corinthians, o roteiro não seria tão simples.
Antes mesmo do apito inicial, o Wlamir já tremia. A bateria da Gaviões da Fiel, os cantos que vinham das arquibancadas e aquela energia que só o corinthiano sabe produzir criaram um ambiente que parecia maior que o próprio ginásio. Para quem estava ali trabalhando, como eu, segurar a emoção não foi tarefa das mais fáceis. O que vivemos naquela noite fugiu completamente do comum.
Conversando com alguns amigos jornalistas, encontramos um consenso: o clima superava até a Neo Química Arena em alguns jogos. Talvez pelo som que reverbera mais forte no ginásio fechado,
talvez pelos gritos que vinham do fundo da alma para lembrar ao presidente Osmar Stabile que o futsal não pode acabar, talvez pelo torcedor cansado de escândalos e crises que, por algumas horas, só queria mostrar amor ao clube que escolheu para sofrer e celebrar.
O jogo começou duro. O Corinthians levou 2 a 0 logo nos primeiros minutos. Mas, como também não é novidade, a reação das arquibancadas foi cantar ainda mais alto. E ali, naquele instante, dava para sentir que o apoio conectava o torcedor aos jogadores. Vieram a virada e a classificação, como se o impulso que nascia dentro do ginásio reverberasse direto nos atletas em quadra.
E ficou uma lição, simples e gigantesca ao mesmo tempo, não importa a modalidade, o momento ou a tempestade do lado de fora. A Fiel vai estar com o Corinthians. Sempre.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.





