O 10 que queremos está aqui

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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O 10 que queremos está aqui

Corinthians x Vasco - Campeonato Brasileiro 2018 (17/11/18)

Foto: © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

É indiscutível que um dos grandes problemas do Corinthians nesta temporada é a ausência de um organizador, capaz de tirar grandes passes da cartola e deixar nossos atacantes em condições de finalizar e fazer o gol.

Carille tem insistido bastante em Sornoza, que se destaca mais pela sua qualidade com a bola parada que para dar sequência com o jogo. Já Pedrinho não parece ser o nome ideal na cabeça do treinador, embora tenha dito algumas vezes que se interessa em jogar mais pelo meio que pela ponta.

Contra o Flamengo, ficou claro que o grande maestro do elenco do Corinthians é Jadson. O baixinho deu outro ritmo de jogo, participou de triangulações, deu bons passes e foi fundamental para que não somente Love recebesse boas bolas, mas também para que Júnior Urso, Michel Macedo e Avelar chegassem com mais força ao ataque

O problema é que há algo inexplicável que impede que Jadson faça uma boa temporada. Apesar da idade, fica difícil entender como um jogador profissional sem grande histórico de lesões pôde começar uma temporada tão abaixo, especialmente num clube tão bem estruturado como é o Corinthians.

Sabemos que Jadson tem problemas para se manter constante durante a temporada. Foi assim em 2014, em 2017 e em 2018. No entanto, naquelas temporadas, o meia começava com forte intensidade, que ia se dissipando durante a temporada, como um carro num deserto sem posto de combustível.

Agora, ao contrário, o meia começou como se já estivesse no final da temporada, e, jogos como o do Maracanã, nos fazem ter saudade de sua técnica refinada, que o diferenciava dos demais jogadores em campo.

O bom é que, muito provavelmente, Carille e toda a comissão técnica sabem o que nosso camisa 10 pode fazer. Com ele em forma, aliás, talvez Sornoza não tenha mais tanta função entre os 11, o que abrirá espaço a um jogador de profundidade pelas beiradas, para tornar o time mais ágil e perigoso ofensivamente e capaz de se recompor defensivamente sem exigir tanto do armador.

É claro que Jadson não tem a capacidade de resolver todos os problemas do time, especialmente os ligados à saída de bola, funções mal-executadas por Manoel, Henrique e Ralf, mas tê-lo bem fisicamente na parte da frente do time já é um começo para que a segunda metade da temporada tenha um time mais competitivo do que tivemos até a metade do ano.

Por isso, com a pausa na Copa América, certamente o baixinho terá uma atenção especial, a fim de fazê-lo voltar com mais qualidade física, para se tornar o maestro do meio-campo tanto na Sul-Americana quanto no Brasileirão.

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Veja mais em: Jadson.

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Por Jorge Freitas

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