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Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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Obrigado e tchau, Andrés.

Andrés Sanchez marcou um gol nos minutos finais de uma final de campeonato

Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão

O anúncio de naming rights da Arena Corinthians, realizado no último dia 31, foi para o atual presidente Andrés Sanchez um gol marcado aos 49 do segundo tempo em final de campeonato.

Com baixa perspectiva de eleger um sucessor até a metade do mês passado, Sanchez foi buscar uma solução que parecia improvável para fazer diminuir o tom das críticas e aumentar a chance de que seu grupo continue no poder por pelo menos mais três anos.

De até então dito por muitos como pior presidente, já há quem mude o tom e passe a olhá-lo mais pelas vantagens que desvantagens e pelos benefícios, ao Corinthians na década e que transformou o clube desde a Série B até Neo Química Arena.

Entretanto, é necessário pés no chão. Mesmo nesse momento de euforia, precisamos fortalecer o entendimento de que Andrés Sanchez e seu grupo, embora mereçam os aplausos pela boa negociação feita com a empresa farmacêutica, cometeram equívocos que fizeram aumentar ainda mais a dívida do Corinthians.

Talvez em números tudo fique mais claro. Por 20 anos de contrato, o Timão receberá R$ 300 milhões, o que renderá R$ 15 milhões a cada ano em que a Neo Química mantiver seu nome em nossa Arena. No entanto, neste ano, o Meu Timão noticiou um aumento drástico na dívida do clube em R$ 177 milhões referentes a 2019.

Em porcentagem, o "administrador" presidente do Corinthians gastou em apenas um ano o referente a quase 12 anos de naming rights embolsados pelo clube.

Não, nessa discussão não importa que o dinheiro pago pela Neo Química irá diretamente para a quitação da dívida com a Caixa, porque, no final das contas, o patrimônio do clube se funde e se torna um só, seja ele a dívida pela péssima gestão ou os acordos pela quitação do estádio.

Isso significa que, embora Andrés Sanchez tenha conseguido colocar dinheiro pela "torneira da casa", mais da metade desse valor foi escoado diretamente pelo "ralo" em apenas 5% desse tempo.

Os naming rights não quitam o déficit do ano passado, que precisará ser pago de alguma maneira, seja com bilheteria (caso ela seja liberada) ou com vendas de jogadores, patrocínios e demais contratos ao clube.

Portanto, o golaço que Sanchez fez nessas duas últimas semanas não pode e não deve apagar a péssima gestão que seu grupo tem feito, do ponto de vista financeiro, ao clube neste seu segundo mandato. Os NR não devem ser vistos como um presente do presidente ao clube, mas sim como uma diminuição de seus efeitos nocivos. Em miúdos, nada altera a necessidade imediata de alternância no poder.

Enfim, é preciso cuidado para não se iludir com os ganhos sem considerar as despesas. Andrés e seu grupo mandaram bem nessa questão e é só isso.

Muito obrigado e tchau!

Veja mais em: Andrés Sanchez e Naming Rights.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Jorge Freitas

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