Mauro Boselli virou Mario Balotelli num dia muito louco no Parque São Jorge

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Se beber, não especule

Mauro Boselli virou Mario Balotelli num dia muito louco no Parque São Jorge

Boselli ou Balotelli? Acharam que o Corinthians estava atrás de um; mas estava atrás era do outro

Foto: Divulgação

Mauro Boselli virou Mario Balotelli num dia muito louco no Parque São Jorge

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Opinião de Lucas Faraldo

Vou resenhar neste domingão pra quem tiver a fim de ler uma resenha.

Era um sábado de sol do último mês de dezembro. Parte da equipe do Meu Timão estava reunida numa casa em Ubatuba, no litoral de São Paulo, numa viagem de confraternização de fim de ano. Passamos algumas horas na praia. Uma cervejinha antes de sair da casa, outra no caminho, outra na praia... Caipirinhas (muito boas) feitas por Vinicius, meu parceiro de Saudações Corinthianas, e Victor, um dos monstros por trás das nossas redes sociais. Também uma saquerinha que surgiu no nosso guarda-sol. Enfim, já deu pra perceber que sobriedade não era o foco ali. E menos ainda a uns 200 km de lá, no Parque São Jorge.

Rolava naquela mesma tarde um churrasco de confraternização entre sócios do Corinthians na sede social do clube. Andrés Sanchez & cia. comandavam a festa. Muito que bem.

Instantes antes de lambuzar minhas mãos com um suculento x-burguer do quiosque da praia, eis que toca meu celular. Era um parceiro louco pelo Corinthians. Atendi. Ele estava no Parque São Jorge e, da cabine de um banheiro, havia ouvido conselheiros conversando sobre a bomba que Andrés Sanchez deixou escapar: estava tentando contratar Mario Balotelli.

Desliguei. Fiquei estático um tempo. Lembrei que o atacante italiano foi sido citado como sonho de Luis Paulo Rosenberg meses antes. "Rapaz, de sunga, na praia, descobri a contratação da década do Corinthians".

Tentei contatar as pessoas que poderiam confirmar ou negar a informação. Elas estavam todas no churrasco do Parque São Jorge, também não muito sóbrias. Consegui o juramento de pés juntos de uma pessoa do clube: salvo se o Papai Noel estivesse planejando jogar Balotelli do trenó no fim daquele mês, era furada. O craque italiano não seria reforço do Corinthians pra 2019. Uma pena.

Poucos dias depois, começaram a pipocar as notícias sobre a negociação do Corinthians com Mauro Boselli. Não demorou para a Sarah, produtora aqui do Meu Timão, inventar um poema com rima zoando Diego Tardelli. Comecei a recitar. Boselli, Tardelli, Boselli, Tardelli... Balotelli. OOOOPA!

Puxei papo com o tal amigo que havia escutado no banheiro do Parque São Jorge sobre Balotelli. Ele de imediato foi tirar a limpo com os conselheiros. E bingo! Naquele churrasco no Parque São Jorge havia vazado o nome de Mauro Boselli – e, em algum momento desse enorme telefone sem fio nem sobriedade, ele se tornou Mario Balotelli.

Das histórias que o Corinthians, o Meu Timão, bons amigos e uns drinks nos proporcionam.

Veja mais em: Mauro Boselli, Mercado da bola e Parque São Jorge.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna do Lucas Faraldo Knopf

Por Lucas Faraldo Knopf

Jornalista pela ECA-USP e ex-Esporte Interativo, Jovem Pan e Lance!. Hoje trabalha no Meu Timão. Autor do livro 'Impedimento - Machismo, racismo, homofobia e elitização como opressões no futebol'.

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