O campo fala, mas hoje gritou: Camacho tem que ser titular

Luis Fabiani

Estudante de Jornalismo no Mackenzie. Desde janeiro de 2020, estagiário do Meu Timão. Estou também diariamente na Rádio Mackenzie.

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O campo fala, mas hoje gritou: Camacho tem que ser titular

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Opinião de Luis Fabiani

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O primeiro tempo do Corinthians no Morumbi foi trágico. Daqueles de dar vontade de desligar a televisão. O São Paulo com pouco esforço pressionava os volantes e prendia o Corinthians no campo de defesa, que se viu obrigado a rifar bolas em Jô, centroavante que estava em um péssimo dia.

Assim, o Corinthians entregava a bola facilmente ao rival. Éderson está longe de ser um jogador ágil e técnico a ponto de superar a pressão de atacantes adversários. Domínios descoordenados, giro corporal lento e pouco costume de exercer essa função - o que é normal para um atleta de 21 anos que nunca atuou como primeiro homem do meio de campo.

E se o Corinthians não tem transição ofensiva, não tem Tiago Nunes. Acima de um time controlador, Tiago gosta de velocidade. Quebrar a pressão adversária e atacar com superioridade numérica. Gabriel e Éderson atrasam essa movimentação ofensiva. E sem um bom ponta, que consiga empurrar o adversário para trás, o Corinthians fica pregado no campo de defesa.

Aí que entra Camacho, titular absoluto de Tiago Nunes no Athletico e no Corinthians até o futebol ser paralisado no Brasil. O camisa 20 foi ausência no Majestoso por uma lesão na panturrilha.

Se tinha um setor em alta antes da pausa, era a dupla de volantes. Cantillo e Camacho se entendiam, tiravam o Corinthians de trás e potencializavam um time que era ainda pior tecnicamente do que é hoje. Luan ficava mais participativo no jogo e o contestadíssimo Janderson recebia a bola em condições totalmente favoráveis, batendo de frente com os laterais adversários.

O jogo Corinthians tem que ser veloz. E isso não passa só pela necessidade de um ponta, mas sim de um entendimento coletivo do time inteiro.

No vídeo acima, apesar do Camacho não aparecer ativamente com a bola, nota-se a tendência de Tiago Nunes a montar equipes velozes, que chegam ao ataque com poucos toques na bola.

Tiago Nunes, a partir do momento que abre mão de sua característica, parece estar prezando pelo próprio cargo. Atendendo pedidos de alguns torcedores pouco pacientes com um estilo incomum no Corinthians neste século. O desempenho, inquestionavelmente fraco, se soma a uma enorme pressão da torcida desacostumada com reconstruções desta magnitude.

Com a conduta do treinador, de buscar proteger o próprio emprego, o Corinthians passa a ficar sem desempenho, sem reconstrução e sem resultado.

O Corinthians atuou com Cantillo e Camacho como dupla em quase todos os jogos do primeiro semestre. Na volta, um entendimento equivocado da torcida de que Gabriel oferecia mais segurança à defesa, culminou em uma troca descabida. Uma birra desnecessária pela primeira passagem do Camacho pelo Corinthians, somado ao coro pela entrada de um volante brigador colaboraram com a queda de desempenho do Corinthians. E que fique claro, Tiago Nunes tem uma culpa enorme nisso

Veja mais em: Gabriel, Camacho, Tiago Nunes e Éderson.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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