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Vem, 2023!
Elenco na final da Copa do Brasil
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
A evolução do Corinthians é descarada e precisa ser valorizada
Opinião de Mayara Munhoz
O Corinthians não conseguiu o título da Copa do Brasil na noite desta quarta-feira, mas, no meu ponto de vista, tem o que comemorar. A evolução da equipe se comparado a como iniciamos a temporada é algo que precisa ser valorizado.
Vamos fazer um exercício de voltar no tempo e lembrar da situação do clube em janeiro. Metade da torcida reclamava do elenco. Outra metade de Sylvinho. E não vou me contentar apenas com o que me recordo.
O primeiro jogo do Paulistão, na estreia da temporada, aconteceu no dia 25 de janeiro. O Corinthians ficou no empate sem gols com a Ferroviária, dentro da Neo Química Arena. O time escalado por Sylvinho foi: Cássio, Fagner, João Victor, Gil e Lucas Piton; Du Queiroz, Giuliano e Renato Augusto; Willian, Róger Guedes e Mantuan.
Um time bem semelhante ao que temos hoje, mas que não conseguiu agradar no primeiro jogo. A torcida, inclusive, já abriu o ano pedindo a saída do treinador logo após a partida.
Pouco tempo depois, no começo de fevereiro, Cássio foi contestado. Chegamos até a abrir uma enquete aqui no Meu Timão perguntando se o arqueiro deveria ir para o banco. A maioria votou em sim, com apenas 14,8% pedindo a permanência do camisa 12 entre os titulares. Ivan foi o preferido, mas Donelli recebeu vários votos.
E foi nesse clima nada agradável que Vítor Pereira assumiu o Corinthians.
Faltando mais ou menos um mês para o fim da temporada, o Timão surpreendeu. Brigou na Libertadores, chegou na final da Copa do Brasil e ainda está entre os primeiros do Brasileirão. Mais do que isso, jogou muito bem contra um dos principais times do Brasil que já treina há tempos com os mesmos jogadores, que tem dinheiro, que contrata quem quer, quando quer.
A evolução do Corinthians é descarada. Outra enquete, essa em abril, questionava em que parte da tabela o torcedor acreditava que o Timão ia terminar o Brasileiro. A maioria não votou entre os quatro primeiros, apesar do número ser alto. Pior: 5% acreditava que o time ia ficar na zona de rebaixamento.
Vítor Pereira não teve um ano inteiro para trabalhar, não montou o elenco, não fez pré-temporada. E o resultado é esse. Posições muito acima do esperado por todos, inclusive pelo clube que apostou em desempenhos bem inferiores na hora de fazer o orçamento do ano.
Ninguém quer perder um título. Ainda mais como foi, com aquela sensação de que dava, de que a taça, literalmente, bateu na trave. Mas, o jogo do Maracanã, o desempenho da equipe, o jeito que o time se portou, principalmente no segundo tempo, nos enche de esperança.
2023 vai ser um ano muito melhor. Promete ser o melhor em anos, aliás. Até mesmo do que temporadas que conquistamos títulos.
O corinthiano vai voltar a sorrir.
E eu, particularmente, espero que Vítor Pereira esteja no comando dessa grande festa.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.





