Corinthians repete o filme do descaso com seus ídolos

Coluna da Mayara Munhoz

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Filme repetido

Corinthians repete o filme do descaso com seus ídolos

Gil e Renato Augusto também mereciam alguma homenagem do Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Corinthians repete o filme do descaso com seus ídolos

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Opinião de Mayara Munhoz

No mesmo mês que fez uma bela despedida para Fábio Santos, o Corinthians dispensa dois dos seus principais jogadores sem dar a chance de uma saída digna. Um filme que a gente já viu se repetir de diversas maneiras.

Não vou entrar no mérito da renovação ou não de Renato Augusto e Gil. O assunto não é esse. Mas, os dois possuem uma história linda no Corinthians, números absurdos e conquistas importantes. E os dois mereciam mais do que uma dispensa no fim de uma temporada ruim, sem nada muito significativo para recordar.

A diretoria atual (ou a próxima, que seja) não decidiu que não iria renovar com a dupla após o Brasileirão. Essa decisão, com certeza, já estava tomada ou ao menos pensada. Não podiam ter feito uma reunião, levado a situação para os dois e perguntado se gostariam de uma homenagem no último jogo, por exemplo?

Uma placa? Uma camisa? Mano, qualquer coisa!!

Nós já vimos esse filme com grandes nomes e ídolos diversas vezes. Ralf, por exemplo, saiu chutado. Chicão recentemente falou que esse descaso foi justamente o que o fez entrar com processo contra o clube depois. Marcelinho Carioca também reclamou recentemente, após a despedida de Fábio Santos, de nunca ter recebido o mesmo tratamento. A lista é enorme!

Na minha lista particular, Renato Augusto é ídolo. Ele deixa o clube na segunda passagem com 243 jogos, três títulos e 30 gols marcados. É o 15º meia que mais atuou na história pelo clube, ainda que tenha um histórico grande de lesões.

Gil é um dos grandes nomes do Corinthians. São 444 jogos, três títulos e 19 gols. É o SEGUNDO zagueiro que mais jogou com a camisa do Corinthians, o quinto que mais fez gol. Além disso, é o terceiro jogador que mais atuou no Século XXI.

As histórias dos dois não podia ser ignorada. O final não podia ser assim. Ambos mereciam um reconhecimento.

O Corinthians, mais uma vez, não valoriza seus grandes nomes.

Veja mais em: Gil e Renato Augusto.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

Coluna da Mayara Munhoz

Por Mayara Munhoz

Jornalista, 33 anos, mãe do Joaquim. Faço parte do Meu Timão desde fevereiro de 2015. Hoje, sou a editora-chefe dessa loucura toda com muito prazer e amor.

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