Não jogamos mal. Simplesmente não jogamos

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Não jogamos mal. Simplesmente não jogamos

Não jogamos mal. Simplesmente não jogamos

PH sofre falta violenta. Para os chilenos, só cartão amarelo

Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians

Os dez primeiros minutos do jogo contra o Colo-Colo me iludiram.

Vi um Corinthians se portando fora de casa com atitude diferente do que estava acostumado a ver. Em vez de dar a bola para o rival, saber sofrer e tentar jogar por uma bola, vi o time de Loss trocar passes no campo de ataque. Essa é a melhor maneira de controlar o jogo e o ímpeto rival.

Mas caí na real logo em seguida. Num piscar de olhos, os chilenos começar a dominar a partida.

Percebi que em jogos desse perfil faz falta um homem de referência na frente. Aliás, como escrevi, percebi o mesmo problema contra o Atlético PR. Basta o adversário adiantar a marcação que, ao sermos forçados a dar chutão, a bola se torna um bumerangue. Bate no ataque e volta.

Desse jeito, QUALQUER time ganha confiança e sufoca o oponente.

O gol era questão de tempo. Cássio já havia feito uma defesa incrível com o corpo em chute desferido a dois metros dele.

Até que deixaram o “Chinelinho” livre, que começou a jogada; cruzamento, Pedro Henrique foi mole no lance (Léo Santos titular, urgente!), Cássio defendeu como pode e, no rebote, 1 a 0.

Falando em Chinelinho, o cara jogou livre, leve e solto. Descemos o sarrafo em todo mundo e não teve um cara para “dar uma chegada” nele! Não, não é para quebrar o indivíduo, mas para mostrar os dentes ao notório pipoqueiro.

Falando nisso, confesso que me iludi com outra coisa: o árbitro. Roldán me traz boas recordações. Foi o homem que apitou, no inesquecível 04/07/2012, o jogo da Libertação no Pacaembu.

Mas ele nos ferrou em Santiago. Continuo com uma cisma. O mesmo rigor que os apitadores têm contra os times brasileiros em jogos por aqui, não é exibido quando os gringos jogam na casa deles.

Paredes deu um pisão criminoso na canela do Romero na frente do juizão. Nem amarelo tomou. Cansei de ver nossos jogadores serem expulsos na Arena por bem menos.

Se ele tivesse expulsado o chileno, por questão de critério, eu aceitaria a expulsão de Gabriel.

Mas como pode o cidadão ignorar um lance violento do time da casa e, minutos depois, demonstrar rigor contra o visitante!

Reparem como os argentinos, uruguaios, paraguaios, chilenos, etc., jogam à vontade para dar carrinhos e voadoras em seus domínios. O mesmo não acontece por aqui. Na primeira entrada violenta, cartão vermelho, no ato.

Mas, resumo da ópera. Jogamos muito mal. Ou melhor, não jogamos. Menos do que pouco para um jogo de oitavas de final de Libertadores.

Não fosse Cássio, o Monstro de Yokohama, poderíamos estar virtualmente eliminados. Que defesa aquela no chute do Barrios. O corpo do nosso goleiro já havia passado da bola, mas ele, deu um tapa de gato na gorducha. Milagre!

Preocupante a coletiva de Loss depois da partida. Ele acha que jogamos bem!

Ainda acredito. Mas não será fácil. Precisamos de um elo de raça e frieza entre o time e a torcida no jogo da volta. Eles vão catimbar muito. Que São Jorge ilumine os jogadores para que sejam guerreiros.

Veja mais em: Libertadores da América.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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