Bicampeonato com 30 milhões de torcedores em campo

Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria, Bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito aos irmãos

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Bicampeonato com 30 milhões de torcedores em campo

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Bicampeonato com 30 milhões de torcedores em campo

Bicampeões Paulistas na casa do maior rival

Foto: Daniel Augusto Jr. Agência Corinthians

"A vitória dá uma boa vantagem para eles, mas o campeonato ainda está aberto. Perfeitamente possível uma vitória simples no campo deles, com o Cássio fazendo o resto. Sem desanimar. Treino aberto na véspera e vamos confiar! #aquiecorinthians" - final do meu artigo depois da derrota no primeiro jogo.

Agora, sim, eu começo.

Amigos e amigas fieis:

Ah, Corinthians!

Como é difícil escrever sobre você.

As palavras se esgotam, mas suas façanhas são infinitas!

Quando penso que você não tem como me surpreender mais, você me deixa novamente abismado, num movimento contínuo, ilimitado, de encantamento e sedução.

Palavras são pobres para expressar o que se apoderou de mim quando a Fiel invadiu as arquibancadas e o GRAMADO da Arena Corinthians.

Uma imagem vale mais do que mil palavras, mas as palavras são necessárias para descrever uma imagem.

E a imagem da Fiel cobrindo a inevitável grama verde de preto e branco é a mais pura síntese do DNA do clube, definida pelo nosso primeiro presidente, Miguel Batttaglia (aliás, o destino quis que tivéssemos “batalha” no comando, desde o início): “o Corinthians será o time do povo e é o povo que vai fazer o time.”

A imagem desnuda o povo possuindo o território sagrado, de acesso exclusivo aos sacerdotes de chuteiras, como se os milhões de camisas 12 exortassem os 11 que estariam em campo: “jogaremos com vocês. Joguem por nós”.

E eles jogaram. Tenho dito desde o início do ano passado: nunca duvide desse time. Esse grupo, mais uma vez tratado com desdém pela mídia, foi lá na casa do inimigo e foi bravo.

Logo no início, uma triangulação mortal. Mateus foi Vital e Rodriguinho bate da chapa. Silêncio na garganta de 40 mil soberbos. Depois tentaram apoiar, mas só existe UMA torcida que faz o time jogar. Sabemos qual.

Quarenta mil soberbos? Sim. O dinheiro fácil fez o Palmeiras se parecer com o SPFC.

Pela primeira vez um árbitro foi crucificado por acertar. O foco das ESPNs e Foxs da vida foi a “interferência externa”. Corinthians, Corinthians. Desde 1910 tentam em vão desmerecer seus feitos. E será sempre assim.

Quem viu as ridículas e esdrúxulas declarações do presidente deles depois do jogo, percebeu a postura de um novo rico arrogante e mau perdedor. Escuta, soberbo, se o “Paulistinha” não vale nada, por que seus jogadores comemoraram a vaga para a final como se fosse a conquista do Mundial que vocês não têm?

Mas, voltando ao jogo, se tivéssemos Clayson em campo e um artilheiro, creio que mataríamos a decisão no tempo normal.

Deixamos a bola com o adversário que não soube o que fazer com ela. Cássio foi pouco exigido, mas não conseguimos encaixar nenhum contragolpe.

Mas não era um jogo. Era uma Bataglia. Batalha. E batalha não se joga. Ganha-se. Com raça, sangue nos olhos, inteligência e força.

Tivemos tudo isso a mais que o adversário. E fomos para os pênaltis.

De um lado, Cássio, o Monstro de Yokohama, a lenda, o dono de todos os títulos. Além de tudo, bem treinado pelo mestre Mauri, o melhor preparador de goleiros do Brasil, que adota métodos inovadores de treinamento e mantém relação de cumplicidade com o pupilo.

Do outro lado, Jailson. Sem mais.

O mentiroso Dudu (berrava ao árbitro que havia sofrido pênalti) foi um Diego Souza com dez dias de atraso.

E que defesa do Monstro na cobrança de Lucas Lima. Cássio salta e intercepta a bola como um felino. Que goleiro o nosso! Que sorte a nossa!

Quis o destino que Maycon, corinthiano desde o ventre materno, decretasse um dos maiores títulos da nossa história.

Na casa deles.

Com torcida só deles.

Ah, são poucas as palavras que tenho.

Ah, são infindáveis suas glórias, Sport Club Corinthians Paulista!

Que venha a próxima façanha!

Que Deus permita que eu a tente relatar, mesmo com parcas palavras.

Veja mais em: Dérbi.

Coluna do Roberto Gomes Zanin

Por Roberto Gomes Zanin

Jornalista, diretor da RZ Assessoria de imprensa, bicampeão do mundo. Não sou ligado a nenhuma corrente política do clube. Quero apenas o melhor para o Timão. Discorde à vontade, mas com o respeito.

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