Acordo com a Caixa é mais importante que o naming rights (fechando a conta da Arena)

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

ver detalhes

Acordo com a Caixa é mais importante que o naming rights (fechando a conta da Arena)

Coluna do Rodrigo Vessoni

Análise de Rodrigo Vessoni

61 mil visualizações 243 comentários Comunicar erro

Acordo com a Caixa é mais importante que o naming rights (fechando a conta da Arena)

Arena Corinthians já teve mais de R$ 350 milhões de bilheteria e mais de 6 milhões de pagantes

Foto: Meu Timão

O valor fechado pelo Corinthians para a venda do naming rights, segundo o site Máquina do Esporte, é de R$ 350 milhões por 20 anos. Isso dá R$ 17,5 milhões/ano.

Pois bem.

O valor é bom? Segundo o site especializado em marketing esportivo, sim. Trata-se do maior valor do país.

O valor resolverá a dívida do estádio? Sozinho, não.

A diretoria do Corinthians (leia-se Andrés Sanchez), OBRIGATORIAMENTE, precisará fazer um bom acordo com a Caixa Econômica Federal.

A situação é bastante simples: se a parcela mensal ficar como está agora (R$ 5,6 milhões/mês), a conta não fechará. Simples assim.

Para que a Arena seja autossustentável a parcela terá de ser, no máximo, de R$ 3 milhões/mês.

Abaixo, a equação financeira da Arena Corinthians, com as receitas (já incluindo o naming rights, que ainda não é oficial) e as despesas. Veja:

Valores que envolvem a Arena Corinthians (com base numa média anual desde a inauguração)

Receitas anuais

Bilheteria - R$ 63 milhões
Propriedades, acordos e parcerias - R$ 15 milhões
Naming Rights - R$ 17,5 milhões
TOTAL - R$ 95,5 milhões (R$ 7,9 mi/mês)

Despesas anuais

Jogos - R$ 23 milhões
Outras - R$ 6 milhões
Custo fixo (manutenção, seguros, pessoal, etc) - R$ 30 milhões
Dívida da Caixa - R$ 36 milhões
TOTAL - R$ 95 milhões (R$ 7,9 mi/mês)

Os números acima são claros.

Se a parcela da Caixa for de R$ 3 milhões/mês, a conta vai fechar. Se a parcela da Caixa ficar igual (R$ 5,6 milhões/mês) ou só um pouco menor, a conta não fechará.

Obs: estou levando em consideração que a dívida com a Odebrecht será zerada, como é a expectiva da diretoria. Se houver algum residual e um consequente pagamento mensal dele, as contas acima precisariam ser repensadas, com a parcela da Caixa até menor.

Veja mais em: Arena Corinthians, Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians e Ações de marketing.

Coluna do Rodrigo Vessoni

Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

O que você achou do post do Rodrigo Vessoni?