Atualização pós-Neo Química: parcela da Caixa terá de cair pela metade pra fechar a conta mensal

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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Atualização pós-Neo Química: parcela da Caixa terá de cair pela metade pra fechar a conta mensal

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Atualização pós-Neo Química: parcela da Caixa terá de cair pela metade pra fechar a conta mensal

Neo Química Arena deve voltar a receber público apenas em 2021; diretoria precisa fazer bons acordos com Caixa e Odebrecht em 2020

Foto: Reprodução/Internet

A Neo Química foi oficializada e o valor do naming rights, enfim, anunciado: R$ 300 milhões por 20 anos. Isso dá R$ 15 milhões/ano.

Pois bem.

O valor é bom? Na minha visão, sim. Pra quem conviveu dez anos com R$ 0, usufruir nos próximos vinte de uma cifra de R$ 300 milhões não pode ser ruim.

Esse valor resolverá a dívida do estádio? Sozinho, não.

Vou repetir o que eu disse na última coluna. Com as mesmas letras:

A diretoria do Corinthians (leia-se Andrés Sanchez), OBRIGATORIAMENTE, precisará fazer um bom acordo com a Caixa Econômica Federal.

A conta é simples. E já foi refeita por mim com o novo valor do naming rights.

A atual parcela mensal é R$ 5,6 milhões/mês. Diante desse valor, a conta não fechará. Mesmo com o aporte de R$ 1,25 milhão/mês da Neo Química.

Para que a Arena seja autossustentável a parcela terá de ser, no máximo, de R$ 2,8 milhões/mês.

É isso mesmo. A parcela mensal precisará ser quebrada pela metade!

Abaixo, a equação financeira da Neo Química Arena, com as receitas (já incluindo o naming rights) e as despesas. Veja:

Valores que envolvem a Neo Química Arena (com base numa média anual desde a inauguração)

Receitas anuais

Bilheteria - R$ 63 milhões
Propriedades, acordos e parcerias - R$ 15 milhões
Naming rights - R$ 15 milhões
TOTAL - R$ 93 milhões (R$ 7,75 mi/mês)

Despesas anuais

Jogos - R$ 23 milhões
Outras - R$ 6 milhões
Custo fixo (manutenção, seguros, pessoal, etc) - R$ 30 milhões
Dívida da Caixa - R$ 34 milhões
TOTAL - R$ 93 milhões (R$ 7,75 mi/mês)

Os números acima são claros.

Se a parcela da Caixa for de R$ 2,8 milhões/mês, a conta vai fechar. Se a parcela da Caixa ficar igual (R$ 5,6 milhões/mês) ou só um pouco menor, a conta não fechará.

Obs: estou levando em consideração que a dívida com a Odebrecht será zerada, como é a expectativa da diretoria. Se houver algum residual e um consequente pagamento mensal dele, as contas acima precisariam ser repensadas, com a parcela da Caixa até menor.

Veja mais em: Neo Química Arena, Diretoria do Corinthians, Parque São Jorge e Andrés Sanchez.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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