Janderson, a tradicional boa notícia de um Corinthians em crise, merece ser titular

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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Janderson, a tradicional boa notícia de um Corinthians em crise, merece ser titular

Janderson chamou a responsabilidade quando o time mais precisou; basta dar mais tempo para saber ao menos se ele é capaz de acertar mais

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians vive uma crise e não há indícios de que ela vá passar rapidamente. Na briga para conter os danos, o Timão busca ao menos somar os 20 pontos que devem garanti-lo na Copa Libertadores da América do ano que vem, e tem uma boa notícia que pode ajudá-lo na missão: o jovem Janderson, cada vez mais digno de seguir como titular.

Rápido, eficiente quando exigido e autor de um gol em três oportunidades como titular, ele pinta como a tradicional boa notícia de um Corinthians em baixa. É praticamente regra no clube que, mesmo nos piores momentos, algum jovem das categorias de base apareça como motivo de esperança para o futuro.

Rivellino na fila de duas décadas sem títulos, Viola na "ressaca" pós-Democracia, a geração Copinha-99 após o sombrio segundo semestre de 2000, praticamente apagado da memória alvinegra depois da eliminação para o Palmeiras na semifinal da Libertadores da América, Willian em 2007, Dentinho na Série B. Os exemplo não faltam e parecem ganhar mais um integrante da lista.

Elogiado pela personalidade demonstrada em campo, um contraste com o garoto tímido das câmeras e das conversas com os companheiros, Janderson já é, de longe, o líder de dribles do Corinthians no Brasileiro. Segundo o Footstats, ele passa 2,2 vezes pelos adversários por partidas, bem à frente dos 1,6 de Pedrinho, o segundo colocado no quesito.

Ele ainda é o sétimo no clube em chutes a gol por jogo, à frente, por exemplo, de Clayson e Vagner Love. Aos 20 anos e claramente em evolução, o garoto merece ser titular neste restante da temporada para que, ao menos, tenha a chance de mostrar qual é o teto do seu crescimento no Timão. Contra o Cruzeiro, não foi brilhante, mas buscou o jogo quando o time parecia perdido.

Com 11 jogos para o fim do torneio, não será por Janderson que a equipe não conseguirá uma vaga na Libertadores. Centrado em uma defesa forte, o time só tem a ganhar ao ver o que pode virar o garoto baiano a partir daqui. No sábado, um grande teste: clássico, em casa, contra o time que já dominou o Corinthians duas vezes no ano. Deixem Janderson, ao menos, tentar mudar essa escrita recente.

Veja mais em: Janderson.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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