Cássio explica e Coelho 'desenha': todos no Corinthians têm condição de trabalhar a bola

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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Cássio explica e Coelho 'desenha': todos no Corinthians têm condição de trabalhar a bola

Coelho acredita que treino e estímulo são fundamentais para os jogadores do Corinthians saírem jogando com toques rasteiros

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Não raro se vê nas redes sociais (e até na imprensa tradicional) pessoas bradando que tal jogador "não sabe sair jogando" e que outro "não pode ficar tentando passe rasteiro". Nunca consegui acreditar nesse discurso, principalmente em times de alto nível no cenário nacional, como é o Corinthians, e algumas entrevistas deste final de semana corroboram com minha descrença.

"É algo que eu já fazia (sair jogando com os pés), mas tem que ser exercitado. Quando eu estava pela Copa trabalhamos isso, e quando voltei também. Não vou virar um Neuer, Ederson, da noite para o dia", bradou Cássio, que tem sido e será mais exigido na saída de bola, buscando atrair o adversário para criar espaço do meio para a frente.

O ponto de Cássio é óbvio: tudo que for treinado será aprimorado, repetição é o canal para a excelência em qualquer prática esportiva. Obviamente talento, capacidade física e inteligência são fundamentais para exercer qualquer atividade física, mas dificilmente alguém que passou por tantas dificuldades e chegou ao profissional de um grande clube brasileiro vai mal em alguns desses aspectos a ponto de inviabilizar a evolução.

Aí entra a fala do técnico Dyego Coelho sobre o tema, abordando outro aspecto importante para que o jogo dê certo: a confiança.

"O jogador precisa ser estimulado a fazer, se não fizer ele nunca fará. Não tem como pedir algo que eu não treinei. Fica mais fácil do meio pra frente, que são jogadores que têm trato melhor com a bola, mas atrás precisa treinar, estimular. Eles têm qualidade pra isso. Os zagueiros, o Cássio, o Ralf, o Gabriel. Eles são inteligentes e precisamos tirar o melhor deles", disse o comandante.

Claro, eu sei que alguns jogadores vão ter mais facilidade que os outros para fazer isso, como diz o próprio Coelho. Que Júnior Urso mais recuado melhorou a equipe contra o Internacional, na ausência de Ralf. Meu ponto é: não se pode abdicar de grandes jogadores já comprovadamente de elite em outros aspectos do jogo (Cássio, Gil, Ralf) por uma ideia fechada de que "eles não sabem sair jogando".

Com mais uma semana cheia para treinar, Coelho terá a possibilidade de aprimorar esses aspecto visando à reta final do Campeonato Brasileiro e, mais importante que isso, o início de trabalho de Tiago Nunes, marcado para começar logo depois do Nacional. Hora de treinar, estimular e, mais importante do que isso, confiar que quem está no Corinthians é capaz de se adaptar a um novo estilo de jogo.

Veja mais em: Cássio e Dyego Coelho.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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