Corinthians está definitivamente em um ano de reconstrução

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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Corinthians está definitivamente em um ano de reconstrução

Tiago Nunes terá o tempo que poucos tiveram no clube para remodelar o Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

A eliminação do Corinthians na Libertadores criou todos os problemas que você pôde ler no Meu Timão, de uma sequência à chacota dos rivais ao rombo financeiro de não alcançar as projetadas oitavas de final do torneio, mas também decretou algo que parecia estar no limbo: 2020 é um ano de reconstrução.

Pela segunda vez na década e primeira desde o fim do vitorioso ciclo sob o comando do técnico Tite, o clube do Parque São Jorge tem uma temporada inteira pela frente com um elenco competitivo, um técnico com confiança da torcida e sem uma grande pressão por resultado imediato.

Ainda que se considere o clube candidato forte ao tetracampeonato Paulista e em boa condição para brigar por ao menos um dos títulos entre Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, o grande chamariz da temporada era a Libertadores. Confrontos com o Palmeiras na fase de grupos, volta ao torneio continental, jornada de despedida de Pedrinho... agora ficou tudo para trás.

Tiago Nunes terá pela frente apenas seis jogos garantidos nos próximos 45 dias, uma média de um a cada 7,5 dias. São vários treinamentos para impor seu modelo de jogo mesmo em situações de dificuldade, alegação do treinador ao ver seu time recuado na volta do segundo tempo contra o Guaraní, na semana passada.

"Você volta ao que está acostumado", justificou o comandante, parafraseando algo que já havia sido citado pelo interino Dyego Coelho, no ano passado. Nada melhor do que repetição para acostumar os atletas, já repaginados com relação ao ano passado, ao que o treinador espera ver ao sentir que sua equipe está acuada.

Comparo esse momento com a temporada de 2014, quando Mano Menezes chegou, fez uma "limpa" em atletas que não estavam produzindo o mesmo após o Mundial e comandou boa campanha no Brasileiro. Não fosse uma queda vexatória na Copa do Brasil, poderia até ter disputado um título nacional naquela ocasião.

Desde então, o Corinthians ou se mostrava pronto para brigar por título, entrando como favorito, ou no mesmo meio do caminho em que se encontrava até quarta-feira passada: competitivo para dar trabalho, mas não bom o bastante para ser o favorito. A ideia é que, em 2021, essa seja a condição.

P.S. Obviamente considero que o Corinthians pode ser campeão em 2020. Tem camisa, torcida, um bom técnico e jogadores de seleção. Não considero o time favorito em nenhum dos torneios que restam no ano, porém.

Veja mais em: Tiago Nunes.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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