Depois do #RespeitaAsMinas, agora é hora do #ApoiaAsMinas

Victor Farinelli

Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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Depois do #RespeitaAsMinas, agora é hora do #ApoiaAsMinas

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Elenco do futebol feminino do Corinthians fez parte da campanha #RespeitaAsMinas

Foto: Reprodução / Youtube

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Mais um 8 de março se passou, deixando a mensagem de sempre: igualdade de direitos, de salários, não violência, respeito... enfim, aquilo que todos sabemos que devemos fazer como sociedade, e que por mais que pareça que estamos fazendo e avançando, sempre vem a realidade e mostra que ainda falta muito pra chegar a um nível ideal.

Mas em se tratando do Corinthians como instituição, há de se reconhecer que o clube está de parabéns em alguns pontos. Não me refiro somente à bela homenagem realizada na véspera do Dia Internacional da Mulher, durante o jogo contra o Mirassol, e sim pelo fato de que ela estava respaldada por iniciativas concretas tomadas nos últimos meses e que devem ser aplaudidas e comemoradas.

Suponho que foi o título da Libertadores Feminina que mostrou à diretoria alvinegra que o projeto do futebol feminino em parceria com o Audax Osasco já estava pronto pruma nova etapa. E a diretoria não demorou em dar esse passo. Finalizou a parceria – que cumpriu muito bem o seu papel, e graças a ela o projeto solo já inicia num patamar mais avançado – e inaugurou a nova equipe do Corinthians Futebol Feminino, algo que um clube do tamanho do nosso precisava e merecia ter.

Escrevi um artigo aqui pro Meu Timão sobre isso, em dezembro, falando várias coisas que gostaria que o clube fizesse em favor do futebol feminino, e curiosamente muitas das coisas que eu pedi começaram a acontecer: desde o time feminino 100% Coringão até a ideia delas jogarem a maioria dos seus jogos no Parque São Jorge, mas também alguns na Arena Corinthians. Podia pagar um sapo aqui e dizer que foi graças àquele texto que tudo aconteceu, só pra massagear o meu ego. Mas a verdade é que muita gente sonhou com ideias iguais ou parecidas, e foi por isso, porque muitos e muitas sonharam com isso, que as coisas foram possíveis.

As pessoas que realmente merecem os aplausos são as que tomaram as decisões e apostaram neste novo projeto, e que conseguiram montar um elenco que, a princípio, parece ainda mais forte que o excelente time campeão sul-americano no ano passado.

Mas, como diz o título deste texto, já se foi a tempo do reconhecimento e das homenagens. Agora é hora de apoio. O #RespeitaAsMinas é a consigna que, no caso do futebol ou dos esportes em geral, tem levado os clubes a abrir espaço às mulheres nas arquibancadas e também às modalidades femininas, e essa tarefa o Corinthians já realizou.

Agora é a vez da torcida fazer a sua parte. Agora é #ApoiaAsMinas.

Nossa temporada vai começar no dia 24, e a primeira partida no Parque São Jorge será no dia 31 de março. A Fiel precisa se organizar pra ir nos jogos, voltar a lotar a história Fazendinha, até pra fortalecer a presença delas também em Itaquera de vez em quando. Pra que as nossas atletas sintam de verdade o que é fazer parte do Corinthians.

Com um baita elenco como o que nós temos e com a nossa inigualável torcida empurrando o time, ainda mais jogando nos nossos dois caldeirões, vai ser difícil vencer este time.

No texto anterior, eu sonhei com um projeto novo, e ele saiu do papel. Agora, sonho com ver a nossa torcida abraçando este projeto, e espero que este sonho também se torne realidade. Minha esperança de que isso pode acontecer é justamente por saber que, como da outra vez, este é um sonho que não estou sonhando só, que há milhões de corinthianas e corinthianos como eu, cientes de que o clube só tem a ganhar e a engrandecer quando isso for uma realidade.

Sejamos essas pessoas. Vivamos e façamos parte da concretização deste sonho.

Veja mais em: Futebol feminino.

Coluna do Victor Farinelli

Por Victor Farinelli

Victor Farinelli é um jornalista brasileiro e corinthiano residente no Chile, colabora como correspondente de meios brasileiros como Opera Mundi, Carta Capital, Revista Fórum e Carta Maior.

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