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O ídolo relegado pelo Corinthians
Victor Godoy

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e no Meu Timão desde 2022. Corinthiano e, consequentemente, fã de futebol desde pequeno. Vivendo um sonho ao trabalhar com os dois ao mesmo tempo.

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O ídolo relegado pelo Corinthians

Assim como Renato Augusto, Gil também é ídolo do Corinthians

Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão

Passados dois anos do traumático 2023, a torcida do Corinthians já entendeu que Renato Augusto, que se aposentou nesta semana, é ídolo do Corinthians. Agora, é preciso deixar de relegar ao zagueiro Gil este posto.

Nenhum outro jogador sofreu tamanha represália naquele ano quanto Gil. Não sei se por sua cor, mas era absurdo como desrespeitavam e perseguiam o zagueiro, que foi até hostilizado em um ato de selvageria naquele ano durante um desembarque. Apenas com o histórico camisa 4 isso acontecia. Estranho, para dizer o mínimo.

Gil é indiscutivelmente ídolo do Corinthians há algum tempo. Não está na mesma prateleira do goleiro Cássio ou do lateral Wladimir, mas faz parte do grupo. Para deixar o âmbito da subjetividade que este debate acaba abrangendo, destaco em números:

  • 444 jogos pelo Corinthians (o segundo zagueiro que mais entrou em campo pelo clube na história, atrás apenas de Olavo, com 508; neste século, apenas Fagner [578] e Cássio [712] representaram mais o clube que Gil);
  • Três títulos (Recopa e Paulista de 2013 e o Brasileirão de 2015, sendo melhor zagueiro dos dois últimos);
  • 19 gols (quarto zagueiro que mais balançou as redes pelo Corinthians na história; sem entrar em pormenores desses tentos).
Gil cobrou o último pênalti e converteu garantindo a classificação do Corinthians

Não podemos nos esquecer ainda dos pênaltis da classificação contra o Boca Juniors, da Argentina, na Libertadores de 2022. O famoso episódio do "pegou na goiaba"

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Em 2023, o zagueiro oscilou - até por já ter seus 36 anos -, mas não deixou de ser crucial na campanha contra o rebaixamento, entregando mais no Brasileiro que o próprio Renato Augusto, por exemplo. O erro ali foi da falta de planejamento do Corinthians em ter outros nomes confiáveis à disposição, mesmo problema que faria com que Gil fosse útil até mesmo em 2024, apesar dos pesares - ou Caetano e Félix Torres entregaram muito mais que ele?

E acho fundamental destacar o significado da palavra "relegado". Segundo o dicionário Priberam, entre outras coisas, quer dizer: "desprezar", "esquecer" e, no sentido figurado "afastar com desdém".

"Ah, mas a ida para a China". Ralf, Jadson e Renato Augusto foram e não deixaram de ser ídolos do Corinthians. Os dois primeiros, assim como Gil, retornaram em um momento de baixa no continente asiático. Vida que segue, futebol é assim.

Enfim, deixo para a história definir se Gil é ídolo do Corinthians. Para mim, ele é.

Veja mais em: Gil, Ídolos do Corinthians e História do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e no Meu Timão desde 2022. Corinthiano e, consequentemente, fã de futebol desde pequeno. Vivendo um sonho ao trabalhar com os dois ao mesmo tempo.

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