O recado que a promessa do Corinthians mandou à torcida e Ancelotti na Copa do Brasil
Análise de Victor Godoy
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Breno Bidon provou a nível nacional que é, sim, um jogador de imensa projeção
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Não só pelo que fez nos dois jogos da semifinal da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, Breno Bidon provou que é o cara do meio-campo do Corinthians e pode ser da Seleção Brasileira - não para a Copa do Mundo de 2026, mas para o ciclo mirando 2030.
Para entender a capacidade da promessa do Corinthians, é preciso olhar os 90 minutos de um jogo com um pouco mais de atenção. Os números crus, descontextualizados, tornam a análise pouco efetiva. Todavia, vale ressaltar: Breno Bidon teve incríveis 90% de acerto nos passes na classificação alvinegra diante do Cruzeiro e perdeu apenas sete de 45 vezes que pegou na bola (apenas 15% do total).
E esse ponto de conseguir reter a bola é o mais brilhante do seu jogo. Atualmente, com a inglêsificação do futebol contemporâneo, se cobra muito dos jogadores estarem a todo momento lançando bolas para o ataque. Como efeito prático disso, chega a ser irritante como em todo momento que Bruno Guimarães, volante do Newcastle, da Inglaterra, quer forçar jogadas em velocidade na Seleção Brasileira. O charme de Breno Bidon está justamente na capacidade de saber temporizar o jogo; quando caminhar e quando correr com a bola.
Para efeito de comparação, Yuri Alberto, atacante que enxergo com esse perfil da Premier League e que tem muita dificuldade em reter a posse, perdeu 16 vezes a bola. Das 43 vezes que o jogador foi acionado, em um terço delas a posse voltou para o adversário.
Nos jogos mais importantes do ano, Breno Bidon também conseguiu demonstrar que consegue - e gosta - dessas partidas mais pegadas. Parafraseando o amigo Bruno Pantarotto: "um brasileiro que virou argentino."
Citando Bruno Guimarães acima, vejo que Breno Bidon merece ser observado por Carlo Ancelotti para o futuro da Seleção Brasileira por essa capacidade, rara em um futebol cada vez mais verticalizado. Está na moda o futebol argentino, que preza muito por isso - não à toa, o setor ofensivo deles é composto basicamente por camisas 10.
Nacionalmente, penso que o público geral só vai reconhecer a capacidade de Breno Bidon quando ele for para alguma equipe europeia praticante do Jogo de Posição. Contudo, a Fiel deve reconhecer como a promessa do Corinthians é, hoje, dona do meio-campo da equipe.
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