Empate melancólico e queda na tabela

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Empate melancólico e queda na tabela

Volta para casa no metrô: desempenho do time de Loss esfriou a galera

Foto: WFJr.

1) Primeiramente o árbitro. Ricardo Marques Ribeiro necessita de tratamento psicológico. Gesticula demais, fala demais, paralisa demais a partida para exercitar-se em suas pantomimas. Tenta roubar a cena e converter-se na estrela do espetáculo.

2) A jogada mais bonita do jogo foi de Pedrinho. O futebol merecia este gol.

3) No fim do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, Walter falhou na bola aérea e Gabigol desperdiçou a oportunidade diante da meta vazia.

4) O mesmo Gabigol tabelou com Sasha na entrada da área e, cara a cara com o goleiro Walter, tocou para fora. Frio na barriga dos 27 mil torcedores presentes.

5) Roger fez o seu ao concluir uma das raras boas jogadas do meia Rodriguinho, que segue atuando de forma apagada. As bolas que perde bisonhamente no meio de campo geram ataques sempre promissores para os adversários.

6) Após o gol, o Corinthians diminuiu a intensidade de seu jogo e permitiu o avanço do Santos.

7) Mesmo em casa, após decretar a vantagem o Corinthians assumiu o costume de retrair-se perigosamente, sem oferecer perigo nos contra-ataques.

8) Mais uma vez, o adversário aproveitou as oportunidades no flanco direito da defesa corinthiana. Estão conseguindo queimar o garoto Mantuan, improvisado no setor.

9) Para variar, foi de lá que saiu o cruzamento do habilidoso Rodrygo para o gol de Victor Ferraz. O atleta peixeiro, aliás, baixa a cabeça para vencer o arqueiro corinthiano. Walter ficou devendo também nesse lance. Em jogadas na pequena área, o goleiro deve crescer sobre o oponente. Não o fez.

10) Segue o Corinthians desorganizado. Por vezes, viu-se um 4-1-4-1, com Gabriel na função clássica de volante, e Maycon mais à frente, compondo com Romero, Rodriguinho e Pedrinho. Depois do gol de Roger, refez-se o 4-2-3-1, com as linhas muito mais recuadas. Como no jogo contra o Flamengo e contra o Internacional, há um estranho espaçamento à frente da área, o que permite ao adversário ganhar boa parte dos rebotes.

11) Mais uma vez, Loss sacou Pedrinho, o melhor corinthiano em campo. Desta vez, não foi perdoado pela torcida. Empate melancólico, mas que garantiu um ponto à esquadra mosqueteira. Melhor que nada em tempos tão bicudos.

12) Na noite fria paulistana, a torcida voltou desanimada para casa. Na linha vermelha do metrô, o pessoal utilizava smartphones para conferir a classificação. Caímos para o meio da tabela.

Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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