12 destaques do Majestoso em Itaquera

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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12 destaques do Majestoso em Itaquera

Comemoração de gol contra o São Paulo: tradição em Itaquera

Foto: Walter F. Jr.

1) Majestoso: esta palavra causa calafrios em torcedores, atletas e dirigentes do São Paulo Futebol Clube. Se estiver associada a Itaquera, o terror é maior. Vencemos todos os quatro jogos disputados em nosso estádio. São quatro vitórias, com 13 gols marcados e apenas 3 sofridos.

2) Desta vez, 2 a 0, em jogo bem disputado, sob os olhares de 36.788 torcedores. Edgardo Bauza é bom técnico. Gera ocupação densa e marcação intensa, como fez ao conduzir LDU e San Lorenzo ao título da Libertadores de América.

3) Para segurar os laterais corinthianos, destacou Michel Bastos, pela esquerda de seu ataque, e Centurión, no outro flanco. Essas descidas exigiam marcação dobrada do time alvinegro, com os esforços de Fágner e Arana, bem como de Maycon e Bruno Henrique.

4) Calleri é um atleta maldoso. Provocou Felipe durante toda a partida. O desleal são-paulino, no entanto, não logrou tirar do sério o zagueiro corinthiano, que mais uma vez mostrou ser dos melhores da posição no país.

5) Ganso repete o padrão. O tamanho de sua arrogância é inversamente proporcional ao de seu futebol. Muito cartaz para pouco talento.

6) Há quem diga que Lucca recebeu de Lucão uma merenda mamão com açúcar. O corinthiano, porém, precisou de velocidade e precisão. Tempo certo e conclusão primorosa diante de dois adversários. Tem méritos.

7) Yago recuou bola quadrada para Cassio, que praticou importante defesa. Entre os mais destacados arqueiros corinthianos, é aquele com a menor média de gols sofridos. Um gigante.

8) Um segundo tempo de recuo estratégico e de compactação forçada, como convém a um time em formação. André e Giovanni Augusto ainda fora de ritmo. Acertou Tite na estratégia. Danilo pensa e cadencia o jogo. É sempre bom vê-lo em campo, especialmente quando entra descansado no segundo tempo.

9) A arbitragem não alterou o resultado do jogo, mas foi tendenciosa. Na dúvida, marcava para o visitante. Não por acaso, comportamentos desta natureza parecem seguir as campanhas de criminalização do Corinthians movidas pelo jornalista Milton Neves. Fiquemos de olho.

10) Desta vez, a torcida driblou a força de segurança. Uma faixa perguntava: "quem vai punir o ladrão da merenda?", um recado para aquele famoso cidadão que tanto fez para acabar com a festa nos estádios. Outra mensagem contestava a interferência da Rede Globo na gestão do futebol. Uma terceira exigia ingressos mais baratos e uma quarta criticava a FPF e a CBF. Felipe pediu que a torcida recolhesse o material. Não obteve sucesso.

11) Yago anotou um gol e comemorou emocionado. O erro do primeiro tempo não tira o brilho de sua apresentação. Com dedicação e os conselhos de Tite, pode assegurar a posição no miolo de zaga.

12) Majestoso, ah... Em 1913, quando o Corinthians, conseguiu seu ingresso na Liga Paulista de Foot-Ball, três nobres agremiações saíram pela porta dos fundos: Mackenzie, Paulistano e A.A. das Palmeiras. Os dois últimos são antepassados do atual São Paulo, fundado pela primeira vez em 1930. Que se diga: o medo vem de longe.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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