Junte-se a esta corrente durante o Derby: egrégora!

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Junte-se a esta corrente durante o Derby: egrégora!

A força do coletivo: a diferença da alma gregária corinthiana

Foto: Agência Corinthians e Les Deux Chats Films

Você sabe por que o Corinthians existe? Porque pessoas diferentes, em dado momento, inspiradas pelo brilhante Cometa Halley, uniram seus saberes práticos, suas forças mentais e suas energias emocionais para fazer vingar o sonho de um grande clube popular e vencedor.

O nosso Corinthians é, portanto, resultado de uma extraordinária egrégora, ou seja, da espetacular convergência de desejos e ações em favor de uma finalidade.

O termo deriva do grego. Tem relação com o vigiar, o velar, o cuidar generoso, realizado em conjunto, em favor de uma mesma causa.

Quando isso ocorre, somam-se capacidades, virtudes e vontades e, assim, se cria uma entidade autônoma, gigante, poderosa, capaz de vencer os mais duros desafios.

Uma egrégora permitiu a Leônidas e aos 300 de Esparta resistir ao imenso e fortíssimo exército persa, na Batalha das Termópilas.

Outra, constituída pelo líder negro Martin Luther King, Jr., permitiu o avanço da luta pelos direitos civis, nos Estados Unidos.

Em uma egrégora, você não precisa estar fisicamente presente no local dos acontecimentos. Portanto, milhões de corações auxiliaram, mesmo à distância, o pastor ativista a concluir a marcha final de Selma a Montgomery, em 1965.

Em inúmeras situações, a coletividade corinthianista potencializou-se na egrégora para conquistar feitos admiráveis, somando a presença física à presença espiritual.

Foi assim, por exemplo, na Invasão de 1976 ao Rio de Janeiro, na duríssima disputa em que vencemos o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro.

E repetiu-se na conquista do bicampeonato mundial. De repente, sem muita organização, o aeroporto estava lotado. Uma força que parecia de outro mundo, absolutamente invencível.

No Japão, a Fiel se multiplicou e o Timão jogou como se estivesse em casa. No entanto, essa energia completava a volta ao planeta. Contou nesta corrente a contribuição de cada alma corinthiana, estivesse mobilizada em São Miguel Paulista, na Penha, em Pinheiros, em Aracaju, em Curitiba, em Manaus, em Miami, em Fortaleza, em Sobral, em Paris ou no Haiti.

Valeu a oração da vovó, a lembrança histórica do tiozão, o canto inflamado do rapaz e o sorriso da menina que começava a entender a mística corinthiana.

Na foto, vemos a Fiel que se uniu no apoio à esquadra, neste sábado de feliz encontro em Itaquera. No quadro em detalhe, o Anísio e a Daniela, que em 2012, assistiram da cozinha de casa o embate entre Corinthians e Chelsea, retratados no filme de Felipe Thebas Pio e Ricardo Carpim.

A imagem combina a presença vital, física e pulsante com aquela outra, à distância, tão importante quanto, que cria uma corrente poderosa de energia que atravessa o espaço e fortalece a causa.

Portanto, hoje, é você também em campo, não importa onde estiver. Mentalize as virtudes do corinthianismo: a fidelidade, a diversidade, a solidariedade e a união. É o que nos faz fortes, especiais, resistentes a tantas dificuldades.

Hoje, recorde a ousadia de Neco, a energia de Grané, a vontade de Teleco, a raça de Idário, o empenho de Luizinho, a solidariedade do Doutor Sócrates.

Na hora do Derby, no estádio, diante da TV ou ao lado do radinho, agregue, colabore, contribua com a sua quota de energia. É sempre uma experiência mágica, reveladora e que gera recompensa aos empenhados.

Falta pouco, vem! É a egrégora. E você faz a diferença!

Veja mais em: Dérbi.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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