30 observações sobre o Brasileirão 2017

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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30 observações sobre o Brasileirão 2017

Corinthians: o único heptacampeão do Brasileiro

Foto: Agência Corinthians

1) Estar longe da Libertadores 2017, ironicamente, foi daqueles males que vêm para bem. Favoreceu o Corinthians.

2) Vencer o Paulistão gerou confiança no grupo que disputou o Brasileiro.

3) No Paulistão, essa confiança veio, sobretudo, na vitória épica de 1 a 0 sobre o rival alviverde, em jogo de arbitragem palestrina.

4) Uma pena o gol contra de Balbuena, no empate em 2 a 2, em casa, contra o Atlético PR.

5) Triste a anulação do gol de Jô contra o Coritiba. Lamentável a anulação de outro gol do artilheiro, na partida contra o Flamengo. O gol de Balbuena, contra o Cruzeiro, poderia ter representado um alívio no segundo turno.

6) Confuso demais o posicionamento defensivo corinthiano nos escanteios. Cabeças batidas no gol de Rever, do Flamengo, no primeiro turno. No returno, oito gols por erros nesse fundamento, sem contar os tentos tomados em jogadas aéreas adversárias.

7) Bom demais que Joel, do Avaí, tenha enviado sua bola à trave de Cassio, no jogo da Ressacada. Pena que nosso Betão não tenha balançado as redes catarinenses, depois. Douglas, naquele duelo, evitou a vitória corinthiana.

8) Zica danada no jogo contra o Atlético Goianiense, em casa. Fagner emendou uma para fora, na pequena área. Depois, mandou outra na trave. Kazim carimbou o goleiro. Clayson cabeceou para fora, inexplicavelmente. Era jogo para golear, mas perdemos... Como? Tomando gol de escanteio.

9) O competente Leo Santos operou milagre ao impedir o gol de Tulio de Melo, da Chape, lá na arena do Índio Condá. No fechar das cortinas, algum bom espírito encaminhou para o gol a bola torta de Jô.

10) Outro espírito desviou para a trave a bola chutada por Scarpa, no jogo contra o Fluminense, em que a cabeça de Balbuena decretou a vitória mosqueteira.

11) Não foi pênalti de Fagner no jogo da Arena da Baixada. A comissão de arbitragem não leu ou não traduziu corretamente a regra. Walter operou o milagre, merecidamente.

12) Outros coadjuvantes foram fundamentais no hepta de respeito. Pedrinho destruiu a defesa do time da estrela solitária, em Itaquera. Giovanni Augusto decretou uma vitória improvável em Curitiba, repetindo o peruano Ramirez, autor do gol contra o Ceará, em 2011. O tento de Kazim foi fundamental, em um jogo amarrado e perigoso. Não nos esqueceremos da bandeira de escanteio erguida na quina da Oeste com a Norte.

13) Não tem preço rever o gol de Arana contra o Palestra, no primeiro turno. Melhor com o áudio do Sportv, porque exibe o mico monumental do comentarista Maurício Noriega.

14) Um dia, a ciência estará tão evoluída que poderemos decretar: a bola de Marquinhos Gabriel vazaria a meta cruzmaltina, mesmo sem tocar no braço de Jô. Feio demais o que fez a comentarista da Rede Bandeirantes, comparando o atacante corinthiano a um ladrão de joias. Luis Fabiano usou a mão nos 2 a 5 de São Januário. A grande imprensa ignorou. Por hipocrisia.

15) Antes do jogo contra o Palmeiras, há bronca, sim, e um discreto "tapa n'oreia". O treino em Itaquera misturou o pito e o apoio fiel. Foi fundamental.

16) A bola de Gabriel podia ter entrado, em Campinas, mas foi beijar o travessão. Compensação? Em Itaquera, o Diego rubronegro perdeu gol feito no segundo tempo.

17) Cassio? Gigante em Porto Alegre. Ali, o árbitro operou dedicadamente pelos donos da casa. Assinalou contra o alvinegro infração menos acintosa que a cometida pelo time de Renato Gaúcho.

18) Golaço de Rodriguinho contra o Atlético Mineiro, em Belo Horizonte. Vitória estratégica. O triunfo teve o dedo do competente Carille.

19) Beleza, estavam de ressaca... Mas o pós-título podia ter sido encarado com mais seriedade. A derrota para o Flamengo doeu. O tradicional posicionamento ruim nos escanteios concedeu o empate ao Galo. Formação de treino para a partida contra o Sport. Uma visão corinthianista da gestão do futebol daria troco duro ao Leão, depois da roubalheira da Copa do Brasil de 2008.

20) Do Bahia, Edgar Junio e René Junior merecem atenção. O segundo, que dizem ser corinthiano, provavelmente virá. Jogador de técnica apurada e excelente visão de jogo, mas lento.

21) Genérico: o Botafogo teve mais mídia e confete do que futebol em 2017. Está fora da Libertadores porque merece esse destino.

22) Genérico: sem a estupidez de Rodrigo, talvez a Ponte Preta não fosse rebaixada.

23) Genérico: boleirada fritou Luxa em Recife.

24) Genérico: Otero, do Atlético MG, foi o grande jogador das partidas finais do campeonato. Ao cobrar faltas, lembra o nosso Marcelinho Carioca.

25) Genérico: Lucas Lima é o jogador mais tonto e arrogante da disputa. Ninguém aguenta.

26) Genérico: sem o aplicado Hernanes, o time do Jardim Leonor provavelmente visitaria a Série B.

27) Genérico: a Chape flertou seriamente com o rebaixamento, na época das excursões. Depois, focou novamente no Brasileiro e foi campeã do segundo turno.

28) Genérico: parte da torcida do Coritiba mostrou-se antipática e violenta em 2017. O cartola Bacellar exibiu incompetência máxima. A agremiação não vai fazer falta na primeira divisão de 2018. O valoroso estado sulista terá outro representante, o Paraná.

29) Genérico: limitadíssimo, o Vasco mostrou espírito de superação neste campeonato.

30) Genérico: beleza ver o colorado gaúcho conquistar o segundo lugar da segunda divisão. Pra botar no DVD.

Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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