Mandei lá no formulario: Minha principal proposta para a Reforma do Estatuto do SCCP é a criação de um modelo que devolva a voz, o voto e a participação real ao torcedor comum, tirando o poder dos pequenos grupos que controlam o clube há décadas.
Para isso, sugiro:
1. Criação de uma categoria? Sócio-Fiel? Vinculada ao plano Fiel Torcedor, em que torcedores adimplentes por 24 meses ganhem direito a votar nas eleições presidenciais e nos conselhos do clube. Isso amplia a base eleitoral de forma responsável, permitindo que o Corinthians volte a ser do povo.
2. Venda controlada de cotas populares, onde torcedores possam adquirir pequenas participações simbólicas, não transferíveis, que garantam direito a voto em assembleias e decisões estratégicas, sem transformar o clube em empresa.
3. Reserva de 30% das cadeiras do Conselho Deliberativo para representantes eleitos pela torcida associada, garantindo que a arquibancada tenha voz ativa nas decisões.
4. Consulta pública digital obrigatória para decisões estratégicas importantes (naming rights, mudanças no escudo, fusão de categorias, etc.), com participação vinculante ou indicativa dos torcedores associados.
5. Portal digital de transparência total, onde a torcida possa acompanhar finanças, contratos, salários, projetos e votações em tempo real.
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Para que essa democratização seja verdadeira, é fundamental renovar os nomes que disputam o poder no clube. Por isso, proponho:
1. Criação de critérios rígidos para candidaturas à presidência e conselhos, exigindo ficha limpa, experiência de gestão, plano de governo validado por comitê técnico e popular, e ausência de envolvimento em irregularidades anteriores.
2. Eleição em dois turnos com debates públicos, para que os torcedores escolham candidatos pelos projetos, e não por sobrenomes ou alianças políticas.
3. Garantia de que 30% das candidaturas sejam de torcedores ligados a coletivos independentes ou ao Fiel Torcedor, abrindo espaço para lideranças populares, da base e da arquibancada.
4. Programa de formação de lideranças populares da Fiel, com cursos gratuitos em gestão esportiva, direito e política, para capacitar torcedores a assumir cargos no clube.
5. Mandato único, sem reeleição, e sistema de recall (voto de desconfiança) no meio do mandato, para que a torcida possa substituir dirigentes que não estejam cumprindo o compromisso.
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Sem essas medidas, abrir o voto para a torcida será só uma fachada que mantém o mesmo grupo no poder.
A verdadeira reforma deve devolver o Corinthians ao seu povo, garantindo participação ativa, transparência, responsabilidade e renovação de lideranças. Essa é a única forma de construir um clube moderno, forte e fiel à sua história democrática.