Bem o Corinthians contrata jogador de futebol de areia, e nosso treinador e filho do Zé Maria e ainda estamos esperando 2023 melhor, só vejo um caminho serie B com a palavra nossa diretoria amadora.
Trabalho de base é um trabalho longo e há processos e etapas para se ter sucesso. Não há atalhos. Enquanto filho de diretor tomar a vaga de algum moleque que não conseguiu ir a uma peneira porque não conseguiu um troco para pagar o bilhete no metrô, nada vai pra frente. Ao invés de um garoto ir até a gente, nós é que devíamos ir até ele. Ter olheros para ver jogos de rua mesmo. Convida os melhores para ir ao CT fazer treinos, sem a pressão de ser um teste fatal (passou/não passou). Percebendo que o moleque tem talento durante os treinamentos, já fecha um contrato com valores de dois a 3 salários mínimos durante 5 anos com a família. É um gasto? É sim! Mas basta achar um craque no meio disso tudo que já paga. Fora que você não só faz um time de craques, tem medianos jogadores que mesmo não aproveitados no clube, serve para negociações e vendas futuras.
Essa diretoria está muito longe de ser amadora. Muito longe mesmo!
Fui criado no meio do futebol varzeano. Meu pai tinha um time.
Tudo era planilhado em cadernos. Tinha balanço fiscal anual. Tinha patrocínios pontuais para compra de uniformes. Os próprios times da região se mobilizavam na organização dos campeonatos. Nunca um time campeão ficou sem receber o prêmio em dinheiro ou troféu. As sedes costumavam ser botecos de bairro pintados nas cores dos times e lá eram expostas as conquistas. Nunca faltou insumos (rede, bola, fardamentos) nem transporte (ali era o mais puro amor. Todo mundo perdia dinheiro nessas brincadeiras). Essa corja do Burrílio tem muito a aprender com o futebol amador.