Classificação não foi só na raça, foi na técnica também
Sempre que o Corinthians consegue uma virada histórica em copas a “raça” é a palavra mais citada. Porém ontem foi diferente. O Corinthians não teve só raça. O Corinthians jogou bola! Os 90 minutos foram dominados pelo Corinthians.
Desde do primeiro minuto o Corinthians pressionou. No primeiro tempo, o Timão finalizou sete vezes (contra quatro do Juventude), trocou quase o dobro de passes do Juventude, teve duas grandes chances e não cedeu nenhuma para o adversário. Romero foi quem marcou primeiro após grande jogada de Yuri Alberto e Talles Magno. É bem verdade que o Juventude ainda empatou o jogo no primeiro tempo, mas o gol deveria ter sido anulado por falta no Fagner. Erro gravíssimo do árbitro Wagner Magalhães, que vem “falhando” contra o Corinthians e não é de hoje…
O segundo tempo foi ainda mais dominante: 19 finalizações, 10 delas no gol, contra apenas cinco do Juventude. O goleiro deles fez oito defesas, enquanto Hugo Souza só foi exigido uma vez. Foram duas grandes chances Corinthianas e nenhuma alvi-verde. Domínio completo. Demorou, mas a pressão gerou resultados. Aos 37 minutos, Garro bateu de fora da área e Zé Marcos acabou jogando contra o próprio gol. Iríamos, mais uma vez, para os pênaltis. Iríamos, se não fosse André Ramalho. Mesmo machucado e mancando, Ramalho foi para o sacrifício. Aos 51, subiu de cabeça após escanteio cobrado de forma perfeita por Coronado e marcou o gol da classificação. E chorou. Chorou de emoção, chorou de dor, chorou de alívio, chorou por saber o que esse gol representava.
Ontem o Corinthians foi um time organizado. Soube se defender e atacar. A defesa funcionou, o meio-campo funcionou e o ataque funcionou. Não foi uma pressão feita de qualquer jeito. Foi uma pressão consciente. Com a bola no pé, trocando passes. Ontem o Corinthians fez o que fazia tempo que não conseguia fazer. JOGOU BOLA!
Rodrigo Garro fez mais uma partida espetacular, o melhor do jogo. Romero sabe o que é ser Corinthians e sabe ser decisivo. Talles Magno foi fundamental para o primeiro gol. Um pouco mais longe do gol, Yuri Alberto conseguiu contribuir mais no jogo. Charles foi raçudo e fez dominou o meio-campo. Ramalho e Gustavo Henrique formaram uma boa dupla. Fagner e Bidu foram bem. Hugo Souza teve um desempenho abaixo, mas não precisou trabalhar muito graças ao domínio do Corinthians.
O Corinthians não apenas teve raça. Desta vez, teve técnica, inteligência e o controle absoluto do jogo. Que venha a semifinal. VAI CORINTHIANS!
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