O time do povo sendo roubado do povo
Obrigado, Andrés Sanchez, por não ter roubado apenas dinheiro — você conseguiu algo ainda mais grave: roubou a vontade de torcer, de acompanhar, de acreditar. Conseguiu tirar de mim — e de tantos outros — o prazer de assistir ao time que tanto amamos. Mais do que faturas de cartão, patrocínios suspeitos ou acordos obscuros, você ajudou a corroer a alma de um clube centenário.
E obrigado, Augusto Melo, por completar o que Andrés começou. Em vez de reconstruir, você decidiu aprofundar o buraco. Em vez de negociar com jogadores, negocia com quem deveria estar bem longe do futebol. Em vez de devolver credibilidade ao Corinthians, entrega manchetes, escândalos e vergonha. Em vez de transparência, escuridão. Em vez de esperança, desesperança.
Hoje, o que vejo no Corinthians não é apenas uma crise administrativa. É uma crise de identidade, de valores, de vergonha na cara. É a destruição lenta e dolorosa de um dos maiores clubes do mundo, levado à beira do abismo por interesses pessoais, vaidades e, pior, conivência com o inaceitável.
Não é exagero dizer: vocês estão matando o Corinthians.
Mas o Corinthians é maior que vocês. Maior que qualquer presidente, qualquer dirigente, qualquer gestão. E por isso, mesmo na dor, a torcida resiste. E vai cobrar. E vai lutar.
Porque vocês passam. Mas o Corinthians, é eterno, pelo menos em nossos corações.
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